“Pai, mãe e filha, se mudam para uma nova e luxosa casa em um condomínio de Madri.  Na primeira noite, durante o jantarzinho de comemoração, a residência é invadida por homens mascarados que sequestram a família.”

Sei que muitos não vão gostar de Secuestrados, vão fazer as inevitáveis comparações com outros filmes inclusive Funny Games que por sinal gosto bastante. Eu tinha expectativas muito altas em relação a  esta película de Miguel Angel Vivas e mesmo assim aprovei o que vi.

Não vou contar muito a respeito da sinopse nem detalhes da trama porque acredito que o filme funciona melhor quanto menos informações tiver e desta forma poderá se deixar levar por esta onda de tensão que não abandona o filme em nenhum momento, nem mesmo quando uma aparente calmaria toma conta da tela ou em diálogos aparentemente inofensivos.

A partir do meio do filme imaginamos que o desenho já está traçado e então percebemos que tudo é imprevisível. Violento, com uma brutalidade muito real, Secuestrados mostra uma silhueta difícil de ser encontrada em outros filmes do gênero. O choque de realidade se faz presente até mesmo quando situações onde aparentemente  se opta pelo politicamente correto – exemplo disso é quando uma personagem se vê obrigada a escolher entre deixar o sequestrador entrar ou permitir que ele mate a pessoa que está ameaçando.

Não espere uma lição de moral, entender motivações ou quem sabe tirar algo de bom desta experiência. No mundo fora da tela também não é assim? A vida imita a arte? Assita e tire suas conclusões e de preferência não leia muito a respeito do filme. Se deixe levar…

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