Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes)

Animação certamente não era algo que corria em minhas veias para assistir o prelúdio de um dos maiores clássicos do cinema, confesso. E que bom que estava totalmente enganado achando que a ideia de fazer uma prequência com “Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes)” não era boa. Os efeitos especiais são impressionantes (os macacos não são reais!), a história é envolvente e consegue de uma maneira ótima reverenciar os filmes anteriores da “série” e abrir um belo caminho para uma nova saga.

A trama segue nos dias “atuais” onde acompanhamos um cientista (James Franco) responsável por experimentos genéticos em macacos (símios) numa pesquisa pela cura do mal de Alzheimer. Um dos chimpanzés cobaias começa a demonstrar sinais altamente avançados de inteligência. Os humanos não sabem ainda, mas isso é só o embrião de uma revolução devastadora pela luta da supremacia no planeta terra.

Cesar por Andy Serkis

Pra quem acha que efeito especial é só explosão, raios laser e guerras especiais, saber que os macacos (vou simplificar e chamar de macacos como o título nacional, vou sofrer por isso) são todos ‘construídos’ em computação gráfica talvez não impressione tanto em um primeiro momento, mas Porra, Man! é incrível. Mais impressionante somente os traços humanos que Andy Serkis (num processo similar ao que ele fez com Gollum/Smeagol em Senhor dos Anéis) entrega a Cesar (Caesar no original), sua personalidade e sentimentos explodem na tela trazendo um misto de fascínio e terror ao espectador.

O núcleo humano não compromete, e quando digo isso é porque nenhum deles se sobressai no filme, nem mesmo James Franco (“Comer Rezar Amar”) ou Tom Felton (Harry Potter) que faz até um trabalho razoável em um papel coadjuvante. O mérito (ou culpa se preferir) disto é por conta do roteiro bem trabalhado, que em grande parte destaca toda a revolução dos primatas, em um primeiro momento com a ascensão de Cesar e depois com a revolução mesmo que segue em uma sequência de boas cenas de ação. E tudo isso faz você relevar coisas bobas como a manjada inclusão do par romântico com a lindinha da Freida Pinto (“Você vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos”), com direito a cena de beijinho de boa sorte e os demais clichês que acompanha o pacote.

As referências (pode ser visto também como reverências) aos filmes anteriores são muitas e estão lá para quem quiser enxergar, não vou entrar me detalhes até para não estragar a surpresa de quem ainda não assistiu. Não chega ser imprescindível que você tenha assistido os filmes anteriores (vale até aquele de Tim Burton que alguns torceram o nariz), mas eu percebi na sessão que eu fui que muitas pessoas não “assimilaram” as deixas apresentadas no final e, com isso, talvez tenham até desconhecido em parte o propósito de toda aquela jornada.

O filme não deixa de ter suas falhas, mas são mesmo poucas quando comparamos com todos os acertos. Um trabalho impressionante na parte visual, uma trilha sonora fantástica e uma performance incrível de Andy Serkys que entregou seus movimentos e feições a um verdadeiro líder de uma revolução que se inicia e que abre uma nova franquia nos cinemas.


Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes, 2011 – 105 min)
Ficção científica

Dirigido por Rupert Wyatt com roteiro de Rick Jaffa e Amanda Silver. Estrelando: Andy Serkis, James Franco, Freida Pinto, Brian Cox, Tom Felton, David Oyelowo, Tyler Labine, Jamie Harris, David Hewlett e Ty Olsson.

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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12 Comments

  1. eu sou fã da franquia do planetas dos macacos..com certeza verei esse nos cinemas o mais rápido possível!!

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  2. Poxa, queria que você falasse das referências aos filmes anteriores porque acho que não captei hahhaha

    Pra mim o filme ficou no mediano. Assisti o filme todo na resistência e achei que o final salvou, mas aí fico sabendo que é o primeiro de uma trilogia (sério?) e aí torci o nariz.

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    • Respondo a você nos comentários então Jacy, mas fique sabendo que deve rolar um post comparando o remake de Tim Burton com este ‘prelúdiio’ feito por Dani Vidal em breve.

      As referências são diversas, vou citar algumas:

      Cesar brincando com a estátua da liberdade de brinquedo: alusão a clássica cena final com Charlton Heston no ‘original’.

      No original Charlton Heston é punido com um jato d´água.

      O nome da macaquinha que mostra rapidamente em uma das celas é Cornelia: alusão ao Dr. Cornelius no filme clássico.

      Na tv (e nos jornais) a gente vê mostrando uma missão espacial em que os astronautas desapareceram indicando, ainda que sutilmente, que eles foram os que entraram num “buraco espacial do tempo” (não sei como definir) que deverá levá-los ao futuro macaconesco (essa palavra foi uma das piores que já inventei).

      Tem varias outras coisinhas que remetem aos originais, ou criam “links” com a história mostrando onde é que tudo vai dar, por isso eu comentei que alguns sairam sem entender muito bem o propósito, ou seja, porque o filme termina a ali e fica parecendo que é um desfecho meia-boca, mas não é (pelo menos em minha opinião).

      A questão da trilogia não deixa de ser interessante, tem muito o que explorar ainda, aposto que a sequência deste filme vai começar a discutir os conflitos entre os homens e os “macacos” querendo conviver no mesmo planeta e é óbvio que a ganância e todo o espírito humano não vai deixar isso acontecer. E eles (“a gente” no caso) ainda terão que se preocupar com o vírus.

      Tem muito mais “curiosidades” no imdb (em inglês) ==> http://www.imdb.com/title/tt1318514/trivia

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  3. hahhahah sinceramete só tinha visto o “bright eyes” nome da primeira macaca que é o mesmo do humano falante no filme original e as torturas que são as mesmas sim…

    mas a relação do “nós destruimos a nossa casa” que eu acho importantíssimo, não vi…

    tô com medo das continuações…

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  4. Achei bem razoável, até porque existem três buracos lamentáveis no roteiro. A primeira parte é ruim, mas a segunda parte é bem interessante. Essa semana ainda no café com pop ehheh

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  5. Não estava empolgado até ler sua crítica. Correrei para o cinema assim que possível. Abração!

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  6. Humm pelo trailer eu até me interessei, agora com a sua opinião me empolguei mais para assisti-lo 🙂

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  7. Não fiquei empolgado com o trailer, mas como está com boas críticas vou ver se assisto.

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  8. Assisti e gostei. Tem pequenas falhas sim, mas não chega a incomodar.

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  9. massa velho…o filme é ótimo..pelo que eu vi da cena final ocorrerá outros filmes..ninguém sabe né?? a historia está muito diferente da original..no original ele é filho de Zira que escapou da destruição da terra e volutou pro passado com seu marido cornelius..nesse ele é filho de uma macaca chamada de “olhos Brilhantes” mudaram geral a historia do filme mesmo assim não deixou de ser ótimo filme muito bem feito..é aquela coisa né!!..”cada um faz o seu”!!

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  10. Quais foram as falhas do roteiro? É que eu não percebi, e pretendo rever…
    Quanto à cena pós-créditos, na verdade ela é no meio deles, ou ainda tem mais uma no final mesmo?

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