Lançado no início deste ano, “Eu Sou o Número Quatro (I Am Number Four)” trouxe consigo toda uma carga de desconfiança por se tratar de mais uma franquia adolescente de aventura, fato este que me fez deixar passar a oportunidade de conferí-lo nos cinemas. Por indicação de um colega de trabalho resolvi arriscar e, por mais que não seja nada de excepcional, trata-se de uma história que tem lá seus méritos apesar de toda a carga de clichê que carrega consigo.

A trama segue a história do tal Número 4 (Alex Pettyfer), um jovem que além de enfrentar os problemas normais de sua idade vive com constantes mudanças junto ao seu protetor (interpretado por Timothy Olyphant, “A Epidemia”) para poder despistar os Morgadorianos, seres que destruíram seu planeta natal, Lorien, e estão na caçada dos 9 jovens que receberam poderes especiais, uma herança de seus ancestrais. Depois dos 3 primeiros serem assassinados, a bola da vez é o Número 4 que precisará aprender a controlar seus poderes para escapar dos impiedosos caçadores.

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De início o filme não empolga muito, apesar da cena de apresentação ser de pura correria. Logo jovens “sarados” surgem nas telas pilotando jet skys pela praia. Daí vamos para o manjado ambiente escolar, com direito aos velhos temas de paixão, bullying, amigo nerd e por aí vai. Quando o “número 4” vai descobrindo seus poderes e os tais exterminadores morgadorianos seguem em sua caçada é que a trama toma um rumo mais interessante, com direito a boas cenas de ação e efeitos especiais muito bem feitos.

Não deixa de ser claramente mais um “caça-níquel”, daqueles que querem pegar o rastro deixando por franquias como “Harry Potter” por exemplo, mas existem aqui alguns elementos que fazem “Eu Sou o Número 4” sair na frente de outras tentativas não tão interessantes como “Percy Jackson” ou até mesmo “As Crónicas de Nárnia”.  Tem o romancezinho inserido dentro da trama? Tem, mas não é centrado nele. Tem besteirol e alívios cômicos? Tem, mas não em demasia. Fora que, por ser adaptado de uma obra literária mais recente – o filme foi lançado na verdade antes mesmo do primeiro livro estar finalizado e chegar nas livrarias – o contexto é bem atualizado, com direito a youtube, internet, conversas via sms, etc.

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Bem produzido e contando com um elenco que não faz feio, apesar de termos em sua maioria atores desconhecidos, “Eu Sou o Número 4” está muito longe de ser um trabalho primoroso ou revolucionário, mas consegue divertir sem ter que abusar de exageros em cenas de ação (tudo bem que o desfecho é no melhor estilo Michael Bay, que assinou apenas como produtor por estar ocupado com “Transformers 3”) ou se ancorar em demasia num romance meloso e enfadonho. A largada para uma nova saga foi dada de forma bem resolvida  ainda que não seja nada altamente recomendável ou imperdível.

 


number4Eu Sou o Número Quatro (I Am Number Four, 2011 – 109 min)
Aventura, Ficção Científica

Dirigido por D.J. Caruso com roteiro de Alfred Gough e Miles Millar. Estrelando: Alex Pettyfer, Timothy Olyphant, Teresa Palmer, Dianna Agron, Callan McAuliffe e Kevin Duran.

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