Cargo (2009)

Para alguém que sempre foi fã de ficção científica é quase impossível deixar escapar a oportunidade de conferir o primeiro filme do gênero da Suíça, sim, aquele país “neutro” e cheio da grana. E, no final das contas, é mesmo a melhor atribuição para “Cargo”, que foi lançado em 2009 (sem previsão alguma de aparecer por aqui em Tupiland) e conta com poucos atrativos já que é recheado dos mais manjados e batidos clichês.

A trama se passa no ano de 2267, o nosso planeta já não é mais habitável e todos vivem em estações espaciais (que estão superpopuladas) em órbita. A única saída para as pessoas é sonhar em conseguir viver num planeta chamado Rhea, situado a alguns anos luz da Terra. Acompanhamos então uma médica, Dr. Laura Portmann (Anna-Katharina Schwabroh), que irá trabalhar em uma nave de carga para conseguir juntar dinheiro e ir viver com sua irmã em Rhea. Na sua jornada de 4 anos até a estação 42 (seria alguma alusão ao grande Douglas Adams?) coisas estranhas e inexplicáveis começam a acontecer.

Anna-Katharina Schwabroh

O ritmo inicial do filme é de suspense, bem ao estilo de “Alien, o oitavo Passageiro”. A produção contou uma verba de 1,6 milhões de dólares, que é bem pouco levando em conta que se trata de uma ficção científica com viagens no espaço, naves e estações espaciais enormes. Mas como quase todo filme se passa dentro da nave Kasandra, dá para manter o clima de suspense com todo aquele jogo de corredores escuros e luzes que se apagam e ficam piscando repentinamente.

O elenco é desconhecido e não entrega atuações muito boas. Rola até um ‘romancezinho’ no meio da história (tem que ter) mas é tudo tão superficial e feito de “qualquer jeito” que não fica nada convincente. A direção é até razoável, mas o roteiro totalmente previsível acaba estragando um pouco a diversão. O clima de suspense quando some dá lugar a situações tão bobas e “sem força” que fica complicado ter algum sentimento por esta produção.

A bordo de Kassandra (lé nela)

Não deixa de ser tecnicamente bem feito, ainda mais levando em consideração os recursos que foram disponibilizados para criar o primeiro Sci-Fi suíço, só que o fraco roteiro e as atuações que, se tirarmos as melhores como exemplo, estão no máximo “ok”, fica complicado recomendar “Cargo” a alguém. De fato não é ruim, mas com toda certeza é uma obra bem desnecessária. Se todo a grana que foi investida neste filme fosse destinada a canivetes ou chocolates acredito que seria de maior valia.


Cargo (2009, 112 min)
Ficção Científica

Um filme de Ivan Engler e Ralph Etter com roteiro por Arnold Bucher e Ivan Engler. Estrelando: Anna-Katharina Schwabroh, Martin Rapold e Regula Grauwiller.

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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4 Comments

  1. Pô Márcio,

    será que não vale mesmo assitir? Eu me amarro em sci-fi (óbvio né) e normalmente mesmo sendo ruim não deixo nenhum passar. Mas esse eu nem tive tempo de ver. Pulo mesmo? Sem chance? 😉

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    • Rapaz, é difícil falar para quem se amarra em Sci-Fi não assistí-lo, mal não lhe fará, mas só servirá mesmo para matar sua curiosidade porque é um filme bem manjado.

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      • Assiti Márcio,

        te dizer: é um filme meio parado. Não tem um ritmo que te prenda. De fato só vale os dois controles mesmo. O enredo é bom, a história até valia um pouco mais de elaboração na parte da rebelião e tal.

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