Assim que vi as primeiras imagens de “X-Men – Primeira Classe (X-Men: First Class)” minhas impressões não foram as melhores, naquele ponto cheguei a duvidar se daria certo ver uma prequência (note como essa palavra anda na moda) dos mutantes nos cinemas. Mas bastou aparecerem os trailers e, mais recentemente, ler/ouvir boas recomendações para todo meu receio se transformar em expectativa (das boas) que foram devidamente saciadas, afinal, trata-se realmente de um grande filme ainda que tenha seus (poucos) defeitos.

De todo os heróis dos quadrinhos/desenhos os “X-Men” sempre foram os meus favoritos por trazerem à tona, além da diversão, discussões políticas, filosóficas e sociais como pano de fundo. Existiram (e ainda existem logicamente) diversas vertentes e lideranças no mundo real de como lidar com questões relacionadas ao preconceito e, por aqui, o épico embate entre Magneto e Professor Xavier sempre foram os responsáveis pela força e charme deste universo (dentre outras tramas, mas sem dúvidas está entre as principais).

Os maiores obstáculos para fazer um ‘reboot’ dar certo nos cinemas foram ultrapassados muito bem devido a alguns fatores importantes, começando pelo roteiro que, apesar de ser escrito por diversas pessoas, é muito interessante e dá muita força a toda história. A direção que ficou a cargo de Matthew Vaughn – que já tinha mandado muito bem em “Kick Ass”– é maravilhosa também e, não bastassem estes acertos, o elenco nos entrega atuações primorosas.

O elenco por sinal merece um capítulo à parte, James McAvoy (“O Procurado”) faz um Charles Xavier surpreendente e carismático e a lindinha da Jennifer Lawrence (“Inverno da Alma”) não deixa por menos como a Mística. Me alegra ainda mais ver Kevin Bacon nas telonas novamente, outrora astro dos anos 80 ele nos premia com seu talento fazendo um ensandecido vilão, daqueles tipo clássicos que querem nada menos que dizimar todos e conquistar o mundo. Michael Fassbender (“Bastardos Inglórios”) tinha pela frente uma missão bem complicada com o papel de Magneto em suas mãos, personagem que para mim sempre foi um dos melhores seja nas Hqs, desenho ou até a trilogia ‘clássica’ (se me permitem chamar assim) dos mutantes nos cinemas e ele acaba se tornando o grande destaque entre os atores. Os demais não decepcionam ainda que tenha achado Emma Frost (January Jones) subaproveitada (no bom e no mal sentido).

Só não entendi como um grande lançamento destes com tantos investimentos em pleno ano de 2011 pode deixar a desejar em algumas sequências de efeitos especiais, como o próprio nome sugere careciam de uma atenção mais especial. Fora isso algumas passagens do núcleo teen são bem bobas com umas situações bastante desinteressantes e bobocas.

Muito bem desenvolvido e inteligente, sem deixar de lado as características de um bom cinemão ‘blockbuster’, “X-Men: Primeira Classe” trata-se de um ótimo filme, mas não é perfeito apesar de termos algumas sequências bem empolgantes. A nova franquia que se desenha com esta ‘retomada’ aos primórdios das histórias dos heróis/vilões mutantes já começa com o pé direito e com boas vindas bem recebidas tanto pela crítica quanto pelo público.


X-Men – Primeira Classe (X-Men – First Class, 2011 – 132 min)
Ação, Aventura.

Dirigido por Matthew Vaughn com roteiro de Bryan Singer, Ashley Miller, Zack Stentz, Jane Goldman e Matthew Vaughn. Estrelando: James McAvoy, Michael Fassbender, Kevin Bacon, Rose Byrne, Jennifer Lawrence, Beth Goddard, Morgan Lily, Oliver Platt, Álex González, Jason Flemyng, Zoë Kravitz, January Jones, Nicholas Hoult, Caleb Landry Jones, Edi Gathegi, Corey Johnson, Lucas Till, Laurence Belcher e Bill Milner.

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