O Padre – The Priest

 

Eu me interessei bastante ao ouvir falar desse filme pela primeira vez e resolvi acompanhar as notícias da produção enquanto aguardava por seu lançamento. Apesar de nunca ter ouvido falar do mangá de Hyung Min-Woo no qual  O Padre é baseado, a história sombria chama a atenção: Em um futuro distante a humanidade precisou lidar de forma enérgica com a ameaça dos vampiros para poder sobreviver. Criou-se cidades cercadas por muralhas com grande segurança e em paralelo, a Igreja tomou o poder e prometeu a população livrá-los da ameça dos seres das trevas. Para conseguir isso, eles assumiram o comando das cidades e selecionaram crianças que foram treinadas para serem caçadores vorazes de vampiros, com habilidades quase sobrenaturais e invencíveis. Eles eram conhecidos como: Padres. Com o passar do tempo Os Padres liquidaram todos os vampiros e os únicos sobreviventes estavam aprisionados pela Igreja. O problema é que a sobrinha de um dos Padres é sequestrada e todos os indícios o levam a acreditar que vampiros pegaram a menina. Quando seu pedido para ir atrás dela é negado pelo Monsenhor, ele desafia o clero e segue rumo a sua última caçada.

O que posso dizer é que o filme é uma grande decepcção. Inicialmente a história parece ser boa, com muitos pontos interessantes a serem explorados mas não é isso que acontece. Aquilo que poderia ser um dos grandes trunfos do filme é ignorado: Um Padre caçador de vampiros, treinado para matar, vê no poder da Igreja o verdadeiro poder de Deus e está disposto a dar a vida por isso; quando termina o seu trabalho, mata todos os vampiros, é simplesmente jogado as sombras e renegado não apenas pela população que salvou mas também pela própria Igreja que não sabe o que fazer com alguém tão poderoso.

Um personagem assim tão rico poderia ser muito bem explorado mas não foi. Uma mocinha insossa, um vilão sem propósito e tão superficial quanto um zumbi, um ajudante que se diz xerife e mais parece saído de uma Sessão da Tarde fazem de O Padre, um filme bem abaixo da média. Nem as cenas de ação se salvam o que é uma pena. Por essas e outras prefiro ficar com Daybreakers que ao menos trouxe alguma novidade.

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Author: Dani Vidal

Dani Vidal (@danividal) é formada em Relações Públicas e autora do blog Feminina. Apesar de não dispensar um terror recheado de zumbis, chora copiosamente com um bom drama. Acho que nossa postura com a sétima arte é como se achar técnico de futebol. Ninguém é especialista mas todo mundo tem uma opinião e adora criticar a escalação.

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5 Comments

  1. Vou arrumar um tempo pra ver, esperava muito, mas agora a decepção vai ser menor. rs

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  2. faltou muita coisa nesse filme..eu num achei ruim..mais também num achei um filme bom..num dá pra contar nada em 1:20h..e o pior ainda deu deixa pra uma continuação..podendo concluir em um único filme…pq ele quer fazer uma continuação se mal teve história pro primeiro filme??…com a bilheteria fraca é bem provável que não aconteça..do mesmo jeito que aconteceu com “Legião”..eu perdir meu dinheiro assistindo ele..e se ouver uma continuação ficarei bem longe do cinema!!

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  3. perdi meu tempo vendo esta bosta.. ¬¬

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