Vagabundo com uma escopeta (Hobo with a shotgun)

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Eu estava muito curiosa para ver esse filme, desde de que li o anúncio que outro falso trailer do Grindhouse ganharia sua própria história (da mesma forma que aconteceu com Machete) não aguentei de curiosidade. Fico feliz que os estúdios tenham percebido a fatia de mercado dos filmes de “terror” e que o público é segmentado mesmo dentro desse nicho. O terror adolescente não é o que move a indústria da mesma forma que violência extrema pode ser divertido sim, quando é feito de uma forma estilizada e explícita.

Pode se dizer que esse é o caso dos filmes explotaition onde nosso Vagabundo com uma escopeta (Hobo with a shotgun – 2011) está inserido. Sem grandes alardes e provavelmente irá direto para DVD o filme ganha pontos exatamente onde o Machete não me agradou. Mesmo gostando do Danny Trejo é impossível fazer um sujeito mais motherfucker que o Rutger Hauer (Falcões da Noite, Blade Runner, Feitiço de Áquila, A Morte Pede Carona… ). Nesse filme ele faz o papel de um mendigo com uma escopeta que resolve limpar a cidade dos criminosos e toca o terror literalmente, algo parecido como o que Charles Bronson fazia nas inúmeras sequências de Desejo de Matar.

Sem uma história densa ou personagens profundos, o filme peca em muitos aspectos mas é inegável que todas essas falhas podemos relevar ao nos depararmos com  Rutger Hauer apanhando, retalhado, quase enforcado, torturado, comendo vidro … e depois levantando e matando os vagabundos que atravessam seu caminho: mauricinhos violentos, pedófilos, cafetões, ladrões, policiais corruptos e tudo mais.

Utilizando técnicas do explotaition podemos ver cabeças rolando, explodindo, litros de sangue jorrando, queimaduras, vísceras de fora, a violência é jogada na tela a todo o momento mas ao mesmo tempo, é muito divertido por que além de gráfico, é exagerado. Com um elenco mediano, Vagabundo com uma escopeta traz personagens caricatos (propositalmente) e assume seu papel trash nos primeiros minutos do filme até os quinze minutos finais onde, ao ver determinadas criaturas, você se pergunta: Mas que p* é essa? Talvez essa seja uma das diferenças de seu primo, o spin-off Machete: Chegar em determinado momento do filme começa a se levar a sério.

Vale a diversão!

 

 

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Author: Dani Vidal

Dani Vidal (@danividal) é formada em Relações Públicas e autora do blog Feminina. Apesar de não dispensar um terror recheado de zumbis, chora copiosamente com um bom drama. Acho que nossa postura com a sétima arte é como se achar técnico de futebol. Ninguém é especialista mas todo mundo tem uma opinião e adora criticar a escalação.

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14 Comments

  1. Não estou tão ansioso como estava com Machete, mas sua crítica me deixou com mais vontade de ver, já loquei ele na uTorrent e em breve comento o que achei.

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  2. Ah, parece que é melhor do que Machete. Fiquei um pouco decepcionado com machete, acho que se levou a sério demais, rs Bem, vou ver esse quando houver oportunidade 😀

    Abs.

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  3. Vou ver também. Faltou só as info do filme que geralmente rola após o post. Queria saber quem dirigiu, vou ter que caçar em outro lugar. chato pq poderia tá tudo aqui tb.
    abráz

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    • Sim Urai,
      faltou mesmo… nem lembrei de colocar na verdade.
      Mas essa é uma característica das críticas do Márcio… a minha não segue padrão. É tudo muito informal…

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  4. Existem títulos que despertam a curiosidade logo de cara. Não conhecia esse trabalho, mas pela indicação fiquei com vontade de ver. Para uma diversão sem compromisso tá valendo. =D

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    • Isso João,
      Não espere filme elaborado, crítica social ou aprofundamento de personagens… não é isso que se propõe. É um explotation … só isso.

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  5. Pô. Esse aí eu achei ruim demais. Muito longe de Death Proof e Planet Terror.

    Parece um Happy Tree Friends live action. Violência nonsense sem ser divertido.

    E quando se leva a sério pra mim afunda de vez. Quem vai achar graça com crianças queimadas vivas com lança-chamas?

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    • Marcelo,

      De fato esse é um filme diferenciado e inclusive não acho que deva ser comparado com os dos filmes GrindHouse até porque o próprio estilo é diferente. Um exemplo é A Prova de Morte que em nenhum momento tenta parecer trash, pelo contrário, é um filme em um patamar superior a muitos outros com grandes produções.

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  6. Não é o tipo de filme que geralmente assisto, mas a crítica me deixou curiosa.

    Beijos,
    Vanessa Sagossi
    comentandoofilme.blogspot.com

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  7. Olá, Dani. Conheço o Rutger Hauer de tempos antigos. Acho que ele merece um filme importante antes de morrer. Quanto a este “vagabundo com uma escopeta”, se seguir a linha de Machete creio que é pelo menos interessante ( Considere que eu gostei de Machete. Me diverti muito. ) Acho que vou gostar. Depois eu conto.

    Araços.

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  8. Carai!!!!!
    Amei Machete, entao terei de assistir este aqui tb!!!!!!!!!

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  9. Eu também não achei Machete lá essas coisas não, esperava mais do filme (o trailer prometia muito).
    Vou baixar esse aí pra ver qualé.

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    • Sinceramente, não sei o que mais vcs esperavam do filme Machete hahahah

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  10. Só agora assisti Dani e eu confesso que não curti muito não. Machete consegue divertir e seguir bem a linha do trash sem extrapolar, aqui existem tantos exageros e algumas cenas com forçação de barra (aquela dele na maternidade falando com as crianças deu vontade de parar de ver o filme), enfim, comparando com Machete acho que ele fica devendo muito.

    Mas concordo com você na questão que Rutger Hauer é MUITO mais motherfucker que Trejo.

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