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Quando ouvi falar da história do filme Insidious pela primeira vez, fiquei bastante interessada! Apesar de não aparentar muita novidade, achei que seria um suspense e tanto: “Um casal se muda com os três filhos para uma nova casa. Tudo parece ir muito bem até que o filho mais velho sofre um acidente doméstico e entra em coma e os médicos não conseguem um diagnóstico animador. A situação se complica quando eles descobrem que espíritos estão assombrado a casa e a família e o pior: podem ter sido os responsáveis pelo acidente do pequeno Dalton.”

No início do filme somos apresentados a família Lambert que ainda está arrumando as caixas da mudança. A casa norva é enorme e aos poucos, a mãe tenta colocar tudo no lugar enquanto cuida de duas crianças e uma bebê. Josh, o marido, é um professor que passa boa parte do tempo fora de casa e algumas vezes demonstra ser um marido e pai ausente. Pequenos detalhes são inseridos na trama mas só vamos entender a importância deles mais pra frente… até então, o filme vai bem com as personalidades de cada membro da família sendo apresentada. A partir do momento em que Dalton, filho mais velho, cai de uma escada e horas depois entra em coma, a vida da família dá uma grande reviravolta. Abalada com o estado do flho, a mãe começa a ouvir vozes através da babá eletrônica, vultos dentro de casa, rostos no quarto do bebê e culmina na visualização de um espírito dentro do seu próprio quarto. O marido que passa cada vez mais tempo fora de casa não participa desses eventos até o momento em que durante uma madrugada, algo muito estranho acontece dentro de casa… um fenômeno envolvendo portas, alarmes e vultos.

Spoilers!!!

A família muda de residência e acha que os problemas foram resolvidos mas descobrem que estavam com o foco errado. Os fantasmas os seguem até a nova casa e só depois de apelarem por ajuda de especialistas em fenômenos sobrenaturais entendem que é o filho Dalton (em coma) que está mal assombrado. Até aí, a história é muito interessante mas depois disso desce uma ladeira em alta velocidade.

Quando o pai descobre que o filho está preso em outra dimensão e só ele poderia salvá-lo, indo até lá e trazendo-o de volta… forçou a barra. Quando os elementos da projeção astral, as visões da paranormal, a descrição do monstro que quer tomar o Dalton deveria ser assustadora mas o que eles conseguiram foi algo muito tosco. As tentantivas de humor só prejudicaram o filme além da grande bobagem de permitirem que tivessemos acesso tão nítido ao monstro – vilão – do longa. Senti vergonha alheia… a velha me assustou mais que ele. E no final das contas, deveríamos temê-la mesmo.

Fim dos Spoilers!!!

Algumas cenas realmente assustam, criam um clima de tensão onde o medo do que está por vir é constante. Poderíam explorar um leque de possibilidades mas eles apelaram para a mais boba tentativa de review do filme Poltergeist! No terceiro ato do filme, a fotografia ajuda bastante … (detalhe para uma certa família que aparece) além do clima claustrofóbico quando o pai está em busca do filho. Apesar disso tudo, não é o suficiente para salvar o filme que tem acertos pequenos para quase duas horas de projeção. Para alguns o final foi previsível mas pra mim ele foi satisfatório, o problema é que para chegar até este final, muitas bobagens foram inseridas e chegou um ponto onde nada interessava tanto, nem mesmo o destino dos personagens. Uma pena porque eu esperava muito mais do filme.

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