Excelente: Classificação 5 de 5

A Industrial Light & Magic (ILM) foi fundada a 30 anos por ninguém menos que George Lucas e neste período foi responsável pelos efeitos especiais de grandes produções. Gore Verbinsky por sua vez foi o responsável pelos três primeiros  “Piratas do Caribe” da Disney e ficou a seu cargo a ‘estreia’ da ILM em um filme de animação nos cinemas e, Porra, Man!, é de arrepiar a qualidade gráfica, visual e todos os ‘bichos’, os personagens, são impecáveis. Pode até não ter uma história impressionante, mas é engraçado, divertido e “Rango” já se coloca como uma seríssima ‘ameaça’ na ‘disputa’ entre a Dreamworks e a Pixar.

A aventura segue a história do camaleão Rango, que seguia tranquilamente com sua vida solitária de animal doméstico até parar no deserto do Mojave. Ao se deparar com o povo local ele começa a fazer o que sabe de melhor, “atuar” e inventar histórias dizendo ser uma perigosa lenda do deserto. Claro que “altas confusões” surgem a partir de suas invenções e “baratinos“. A trama segue então essa jornada em que ele precisa descobrir a sua verdadeira identidade.

O camaleão ator Rango tem a voz de ninguém menos que Johnny Depp (parceiro de Verbinsky na franquia “Piratas do Caribe”) dentre vários outros bons atores no elenco de vozes (isso no original). O convite que recebi foi para ver a versão dublada, ainda que no geral a dublagem esteja muito bem feita, tem aquela história de “ambientar” os sotaques para a ‘nossa realidade’ que pode incomodar um pouco, fica um lance meio caipira mesmo, mas que não atrapalha.

Algumas cenas são inspiradas em grandes sucessos como Star Wars – prestem atenção na caçada em busca da água roubada e toda a perseguição aérea – e funcionam muito bem. Trata-se mesmo de uma grande homenagem aos chamados “Western Spaghetti”. Temos pistoleiros, bandoleiros (aquela bandinha das corujas é incrível) e lendas do faroeste também (tá bom, alguns só fingem ser)

Os personagens são muito interessantes e carismáticos, as apresentações são simplesmente fantásticas e hilárias (a cena do bar é demais). Existem algumas pequenas passagens que poderiam ser mais ‘resumidas’ e também o interesse romântico de Rango com Feijão (voz de Isla Fisher no original) talvez pudesse ser melhor trabalhado, mas isso é tipo querer achar algum ponto negativo numa obra inundada de acertos.

Talvez o que chame mais atenção seja mesmo a impressionante qualidade gráfica, mas “Rango” é muito mais que isso, é uma aventura capaz de divertir as crianças e, eu diria, até mais os adultos que gostam de filmes do gênero. Pode até não ter toda a carga de emoção e genialidade das histórias da Pixar, mas com toda certeza se a ILM continuar nesse ramo tem tudo pra abalar as estruturas de um reinado que até então era difícil de ser alcançado, e o melhor, tudo isso com apenas uma bala, afinal, a gente precisa prestar mais atenção nas metáforas.


Rango (Animação, Comédia, Aventura: 2011 – 107 min)

Um filme de Gore Verbinsky com vozes (no original) de: Johnny Depp, Isla Fisher, Abigail Breslin, Bill Nighy, Stephen Root, Ray Winstone, Beth Grant, Ned Beatty, Harry Dean Stanton, Alfred Molina e Timothy Olyphant.

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