Amor e outras Drogas (Love and Other Drugs)

São poucos os romances que gosto de verdade e os motivos são tão clichês quanto a fórmula que eles geralmente seguem.  “Amor e Outras Drogas (Love and Other Drugs)” não é daqueles que reinventam o gênero, mas a história e o grande carisma apresentado pelo casal de protagonistas interpretados por Jake Gyllenhaal e Anne Hathaway faz o filme funcionar de uma maneira bastante interessante.

A trama segue a vida de Jamie Randall (Jake Gyllenhaal, “Entre Irmãos”, “Donnie Darko”) um sujeito mulherengo e que depois de ser despedido de uma loja de eletrônicos, acaba arrumando um emprego como representante de medicamentos da Pfizer, ele precisa mostrar aos pais que pode tomar conta da própria vida. Certa feita ele acaba conhecendo a jovem Maggie Murdock (Anne Hathaway, “Alice no País das Maravilhas”, “Agente 86”) e os dois começam a desenvolver uma relação que no início era pra ser apenas sexo.

Ambientado nos anos 90, com direito a trilha sonora pra relembrar e entrar no clima da época, o filme é na verdade adaptação do livro Hard Sell: The Evolution of a Viagra Salesman, que conta a história “podre” da criação/lançamento do Viagra, o trabalho de Edward Zwick e cia foi lançar um romance no meio pra poder trazer o filme para a realidade hollywoodiana, o bom é que deu mesmo certo.

Como em quase toda história de romance é preciso inserir um elemento complicador que vai separar o casal por um tempo, e o grande fardo que Randall tem que analisar se é possível carregar e superar é a doença de Maggie, o mal de Alzheimer.

A química entre os dois atores é um dos grandes fatores de sucesso deste trabalho, Anne a todo momento nua com seus lindíssimos seios (desculpem mulheres mas não tinha como passar isso em branco) mostra estar muito a vontade nas cenas com Jake. O ótimo trabalho nas interpretações ajuda a tornar a história do casal crível e tão bela que faz com que a gente se sinta compelido a torcer por um final piegas e manjadinho.

Apesar de todo o clichê romântico, “Amor e Outras Drogas” consegue trabalhar muito bem com as “variáveis” que compõe a velha fórmula dos romances nos cinemas, contando aí com um belo trabalho do elenco – inclusive do divertido irmão de Randall interpretado por Josh Gad (“Quebrando a Banca”) – fazendo deste um grande filme com uma linda história. Talvez esteja exagerando um pouco, mas sem dúvidas é daqueles que merecem destaque entre as obras do gênero.

 


Amor e Outras Drogas (Love and Other Drugs: Romance, Drama – 2010 – 112 min)

Dirigido por Edward Zwick com roteiro de Charles Randolph, Edward Zwick e Marshall Herskovitz. Estrelando: Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway, Oliver Platt, Hank Azaria, Josh Gad, Gabriel Macht, Judy Greer e George Segal.

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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12 Comments

  1. Em filmes desse gênero, acho que é impossível fugir dos clichês, mas o bom roteiro e a “química” do casal principal compensam toda a história melosa. Gostei.

    Abs.

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  2. o filme é bem gostoso de assistir, literalmente eu diria, o que que foi aquela cena de “threesome” com a loira e a tailandesa o cara pega duas das mulheres mais lindas que já vi na vida

    mas creio que um final fora dos clichês ia ser mais interessante, mas como o publico alvo do filme espera um final feliz e romantico é totalmente aceitavel

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  3. Esse foi um filme que eu realmente não dava nada. Mas é bem interessante. A história é boa, a comédia é boa, o drama idem… Boa pedida.

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  4. Gosto da maneira de como é exposto o sexo, sem parecer cliche em relação aos outros filmes do genero, ao mesmo tempo que nao perde a elegancia. Sem duvida o destaque do filme é a quimica entre os dois atores. Gostei bastante! =)

    Abs

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  5. o filme é bom…eu gostei muito..mais o final ficou mei chatinho muito parado pela linha que estava seguindo…dramatisado nde mais, na minha opinião..foi bom mais podia ser melhor!!

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  6. O filme reúne todos os clichês de filmes românticos possíveis. Serve apenas para promover os atuais queridinhos da América. O que é aquele discurso final? “Mesma com a tua doença, eu ficarei contigo pq te amo.”. Igual ao filme que a Julia Roberts cuida de um cara com câncer, só adaptaram o roteiro.

    Apesar disso, vale os 4 controles pelo que o LF escreveu acima.

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  7. É, o clichê é esperado e bem vindo para a maioria do público do gênero. Eu gostei do formato do filme em geral. É uma comédia romântica inteligente e gostosa de assistir.

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  8. Ainda estou pensando se vou assistir esse filme ou não, mas a presença de Anne Hathaway e ainda pelada com certeza contam pontos a favor.
    ehehehehehe

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  9. Não foi à toa que o filme foi indicado ao Globo de Ouro, pois é um respiro no meio das comédias românticas. Talvez por ele ter um início muito bom, do meio para o final o filme perde o ritmo, mas nada que tire a qualidade da obra.

    Concordo com vc, Anne tem seios espetaculares =D

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  10. Caras: o filme é bom. Assisti ele ontem à noite e foi uma surpresa. Eu não esperava muito mas realmente ele foge um pouco ao clichê. Só um pouco porque convenhamos aquele final super feliz (necessário, claro) é clichê. Bom filme mesmo!

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    • No final é mesmo uma comédia romântica com direito a isso aí que você falou, mas ainda assim é uma grata surpresa, concordo contigo.

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  11. Só para constar a Maggie tem Parkinson

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