Duas coisas me fizeram ter interesse em assistir ao filme uruguaio lançado em 2007 “Acne (Acné)”, primeiro foram as excelentes recomendações da crítica especializada – ele foi exibido em algumas mostras de cinema lá no Brasil (como já diria meu amigo Ramon) em 2008 – e segundo porque parei, refleti e acabei percebendo que nunca tinha assistido nenhuma obra cinematográfica do Uruguai.

Na trama acompanhamos a história de Rafael Bregman, um garoto que aos 13 anos já teve sua primeira experiência sexual mais ainda é “boca virgem” (BV) e luta para conseguir dar seu primeiro beijo, de preferência com a garota que é sua paixão no colégio. Além das espinhas que se apoderam de sua cara, ele precisa lidar com a “chatice” do escola, divórcio dos pais e outros problemas comuns na adolescência.

Com toques sutis de humor, “Acne” apresenta um drama comum na adolescência trazendo um garoto que, tirando este pequeno ‘problema’ de ser “BV” pode ser tratado como um adulto. Rafa (Alejandro Tocar) fuma, bebe, joga cartas e vai no brega satisfazer seus desejos sexuais com frequência, mostrando que as vezes ‘pequenos atos’ como dar um beijo a depender da época podem ser considerados verdadeiras conquistas.

Para mim o maior problema é que a trama se arrasta sem conseguir divertir e tampouco emocionar em momento algum, para mim não transmitiu nenhum sentimento, estava esperando apenas ele terminar. A sensação que tive ao assistir ao trabalho de Federico Veiroj foi de apenas ter perdido meu tempo com um filme bem mais ou menos e que em nada me acrescentou. E nem tenho raiva dos uruguaios (chega daquela história do fantasma da copa de 50), a questão talvez tenha sido a minha falta de senso crítico ou quiçá o fato de não possuir a visão além do alcance.


Acne (Acné – Comédia, Drama: 2007 – 87 min)

Um filme de Federico Veiroj com Alejandro Tocar, Yoel Berovici, Ana Julia Catalá, Belén Pouchan, Igal Label, Gustavo Melnik e Verónica Perrotta.

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