O Discurso do Rei (The King’s Speech)

Confesso, não fossem as 12 indicações recebidas para o Oscar – incluindo aí a indicação de melhor filme do ano – dificilmente assistiria “O Discurso do Rei (The King’s Speech)”. Para completar, o BAFTA começa a deixar fortes indícios que este será mesmo o favorito da noite de premiação. Por mais que o trabalho de Tom Hooper seja bem feito tecnicamente e tenha excelentes atuações, com o grande destaque obviamente para Colin Firth, acho que falta algo para conquistar e cativar o espectador a ponto de idolatrar esta obra.

A trama segue parte da história de vida do pai da atual rainha da Inglaterra, Albert Frederick Arthur George (Colin Firth, “O Retrato de Dorian Gray”, “Mamma Mia!”), que não era um sucessor promissor ao trono da Inglaterra. Além de estar atrás do seu irmão Edward (Guy Pearce, “Guerra ao Terror”) tinha sérios problemas para se comunicar com o povo por ser gago. O seu irmão abdica do trono e então George precisa vencer o seu “problema” e conta com um fonoaudiólogo (Geoffrey Rush, Elizabeth: A Era de Ouro”) um pouco fora do comum para ajudá-lo e ainda tornar-se um grande amigo.

O grande trunfo do filme está sem dúvidas ligado ao excelente trabalho de Firth e também de Rush. O embate de personalidades e realidades distintas dos dois, um é da família real o outro um fonoaudiólogo fora dos padrões convencionais, é o que dá a liga nesta obra. Fora os dois ainda encontramos boas atuações de Helena Bonham Carter e Guy Pearce.

Apesar de possuir excelentes atuações é daqueles trabalhos feitos “nos conformes” com tudo arrumadinho e bonitinho, com aquela cara de filme pronto para receber inúmeras premiações e elogios da crítica mais especializada. Para mim faltou emoção e carisma para conseguir um elo maior com o espectador, é difícil você se manter extremamente interessado ou torcendo pela história.

Sem dúvidas “O Discurso do Rei” trata-se realmente de um bom filme onde a atuação do protagonista interpretado por Colin Firth e também do coadjuvante Geoffrey Rush valem o ingresso. É uma bonita história de amizade e superação, mas que não empolga.


O Discurso do Rei (The King’s Speech: Drama, 2010 – 118 min)

Dirigido por Tom Hooper com roteiro de David Seidler. Estrelando: Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter, Derek Jacobi, Michael Gambon, Guy Pearce, Claire Bloom, Tim Downie, Timothy Spall, Robert Portal, Richard Dixon, Paul Trussell, Adrian Scarborough, Andrew Havill, Charles Armstrong e Roger Hammond.

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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13 Comments

  1. Os meus favoritos ao Oscar ainda são: A Origem;Cisne Negro e (por incrível que pareça) A Rede Social.
    Ainda não assisti ao O Discurso do Rei mas pela estética
    mostrada nos trailes pouco se esperar de surpresas. Vamos
    torcer para que realmente o melhor vença e não um Chicago
    da vida. Abraços!

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  2. É isso, acho que dificilmente alguém irá idolatrar esse filme. Nem a Rainha da Inglaterra. :p É bem feito, mas sem muita alma.

    Ah, valeu pelo link. 🙂

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  3. as atuações valem o filme.

    é um filme grande e parado, mas rush e firth não deixam ele ser cansativo

    vale a pena conferir

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    • Apesar de faltar “tempero” como comentou Rodrigo acima, o filme não é chato mesmo, as atuações fazem o filme valer a pena.

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  4. Eu gostei bastante de O Discurso do Rei, e estou em dúvida se é ele ou Cisne Negro o meu preferido dos indicados. E fiquei torcendo sim para que George VI conseguisse fazer discursos sem gaguejar.

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  5. Ainda que um trabalho MUITO convencional, redondo e nada inovador – mesmo assim, o filme é uma delícia de se ver. Cativa, diverte, emociona mesmo! É impressionante como eu gostei desse filme. Ainda mais pelo bom roteiro de David Seidler e da maneira como Colin Firth (que por sinal está maravilhoso, em momento INSPIRADO) conduz seu personagem. Geofrey Rush é seu contraponto perfeito, gosto muito das cenas de ambos, como você bem pontuou no texto.

    A direção de Tom Hooper é segura, aliado pela trilha sonora perfeita de Alexandre Desplat. Eu gostei do filme, só acho que não merece os Oscar de filme e direção – “Cisne Negro” ou mesmo “A Origem” que são, ao meu ver, merecedores disso. E eu gostaria de ver Helena Bonham Carter premiada por esse filme, mas por ser uma personagem contida, dificilmente isso ocorrerá.

    Abraço

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    • Este filme definitivamente não conseguiu me cativar tanto, o máximo que ele obteve foi minha simpatia.

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  6. Ainda não vi, mas por sua classificação até me animei em assistir!!

    Vanessa Sagossi
    comentandoofilme.blogspot.com

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  7. É um filme de atuações, a história não tem nada demais. É um filme simples, bem realizado, e como foi ressaltado, simpático. Feito nos padrões para ganhar prêmios. Helena Bonham Carter é ótima, gostei muito dela nesse papel.

    >> cinemosaico.com

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  8. Ainda não assisti, mas gostei do trailer, parece ser divertido. Eu achava que era um filme mais sério.

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  9. Gostei de assistir, mas não é algo especial de tal forma que fica gravado na memória, quando for mencionado quem viu vai dizer “É legal. Gostei.” e nada mais.

    Tem os ingredientes, mas faltou magia ^^

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  10. Concordo contigo. Por mim, o Oscar iria somente pelas atuações de Rush e Firth, sem duvida. Achei o filme perfeitinho demais, por conta disso, é tb mto sem graça, rs.

    Abs!

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