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Filmes que retratam a tortura explorando o gore faz sucesso com uma boa parte do público. A diferença reside em como isso é utilizado – uma ferramenta para chocar e ponto ou um mecanismo para levar o telespectador ao terror real. Na minha opinião é o que diferencia filems como O Albergue que se vale do gore para revirar o estômago, de filems como O Massacre da Serra Elétrica (1974) que trouxe personagens maravilhosos e mudou o sentido da psicopatia para nós que adoramos o gênero terror.

Eu diria que A Fronteira está no meio, entre esses dois filmes mencionados acima. Ele conta a história de uma garota, grávida, que junto com seus amigos tenta arrecadar dinheiro para fazer um aborto. Mas pra isso eles precisam atravessar a cidade em meio a uma grande revolta popular e chegar a Fronteira com Luxemburgo. O maior problema deles é o caminho até a fronteira, onde vão precisar parar em uma pousada na estrada e vão se deparar com uma família de nazista que vai aterrorizar a vida deles.

Família de psicopatas não é novidade, até mesmo Viagem Maldita já trouxe canibais que atuam em família. O diferencial de A Fronteira, é o tom da narrativa. A sequência inicial onde acompanhamos imagens dos conflitos nas ruas de Paris torna o ambiente confuso, entendemos que eles precisam sair da cidade. Tudo é muito interessante, a apresentação daquelas pessoas, suas motivações… mas ao chegarem a pousada dos neonazistas a história ganha um upgrade enorme, onde somos apresentados a uma família realmente doentia. Liderados pelo patriarca neonazista, verdadeiras atrocidades são cometidas contra nossos viajantes e tudo isso regado a muita violência. É um filme tenso e pra quem gosta, muito sangue na tela, não é inovador mas a cada dia que passa, estou gostando mais de desbravar filmes de terror não-americanos. E mais uma vez, a mulher como heroina!

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