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Aproveitei este final de ano para rever alguns filmes que gostei e a muito tempo não assito, A Bruxa de Blair é um exemplo disso e como ganhei o DVD resolvi colocar minhas impressões sobre ele aqui no blog. O filme conta a história de três jovens que entram na floresta Black Hills para fazer um documentário sobre uma bruxa que segundo a lenda, foi a responsável por várias mortes na cidade, inclusive de crianças. Após alguns eventos estranhos, os jovens se perdem na floresta e nunca mais são vistos. O filme é um registro daquilo que eles filmaram enquanto estavam fazendo o documentário.

A Bruxa de Blair foi um marco no cinema. Este filme de 1999 foi um prercusor de várias coisas, uma delas foi usar a internet para espalhar um viral que mexeu com boa parte do público. Era uma época onde se acreditava facilmente nas notícias e e-mails que circulavam na rede e a primeira coisa a ser amplamente comentada foi que este era um documentário real. A estratégia foi muito bem pensada, até o nome das personagens são iguais ao dos atores. Eles ficaram reclusos durante um tempo após as filmagens para que a imprensa, amigos ou curiosos para aumentar ainda mais o rumor do desaparecimento.

Esqueça Atividade Paranormal, REC, Cloverfield, O Último Exorcismo e todos os outros filmes estilo falso documentário – câmera na mão. Antes de A Bruxa de Blair, não existia esta expectativa e muito menos a experiência do “será verdade mesmo?” E posso dizer que isso funcionou muito. Volte para o ano de 1999. Quantos anos você tinha? Assistiu ao filme no cinema?

Eu achei A Bruxa de Blair uma ótima experiência. O que assistimos na tela são 80 minutos de diálogos improvisados e de uma certa forma, um medo real. Isso porque aqueles três jovens estavam de fato sozinhos na floresta , recebiam instruções ocasionalmente por membros da equipe através de bilhetes, em busca de uma lenda que tinha um fundo verdadeiro e foram assustados de verdade pelo resto da equipe que bolou pequenas armadilhas para deixá-los ainda mais tensos. A partir do momento que conhecemos a história, as vezes pelo olhar de Heather outras pela camera de Mike, entendemos o medo em momentos de correria, ouvindo apenas as vozes e não enxergando os personagens, ficamos com raiva quando eles simplesmente saem correndo pela floresta na escuridão e só queremos que voltem para as barracas.

O medo maior é imaginar se tudo aquilo realmente estava ligado a Bruxa, vilã que em nenhum momento aparece. Mas seria mesmo necessário expor uma figura bizarra para lhe amedrontar? Provavelmente a falta de uma imagem, um foco específico para direcionar nosso medo deixou o filme mais tenso. A impressão é que ela estava em todo lugar. Não havia escapatória, isso todos nós sabíamos… afinal, é dito no início do filme que nenhum dos jovens apareceu, apenas a fita do documentário foi encontrada.

Vale a pena rever. E dê uma atenção especial a cena em que Heather, desesperada, grava uma mensagem se desculpando com os pais de seus amigos por ter colocados todos naquela floresta. O momento é muito bem gravado e deu um ar muito real aquela atmosfera de medo. Não é a toa que virou uma das cenas clássicas do cinema.

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