Tensão, suspense e muita angústia num espaço diminuto e bastante claustrofóbico, assim é “Enterrado Vido (Buried)”, trabalho de estreia do diretor espanhol Rodrigo Cortés. A coragem, digamos assim, de levar toda uma história com cerca de 1 hora e meia de duração de um sujeito lutando desesperadamente para se salvar de dentro de um caixão premia muito bem quem gosta de ótimos suspenses.

Toda a ‘ação’ é destinada à luta de Paul Conroy (Ryan Reynolds, Férias Frustradas de Verão, A Proposta) que acorda dentro de um caixão amarrado. Ao seu dispor ele primeiramente encontra um isqueiro e um celular. A partir dos telefonemas que ele vai fazendo, seja com quem o colocou naquela situação, seja  com familiares ou autoridades públicas na qual ele pede socorro é que toda a trama se desenrola.

Antes tido apenas como um suspiro para o público feminino, Ryan Reynolds consegue trabalhar bem e demonstrar habilidade em nos deixar apreensivos a todo momento. Inclusive me deixou menos preocupado com sua futura missão de interpretar um grande herói dos quadrinhos, o Lanterna Verde.

Conseguir deixar o espectador tenso e apreensivo com tão pouco é algo que admiro bastante em obras do gênero. Pouco importa se durante o filme são apresentadas algumas críticas manjadas a toda essa história dos EUA e guerras, a forma como a mídia ou os donos de companhias levam as coisas, sempre querendo “tirar o seu da reta” (como dizemos aqui em Salvador). O destaque mesmo fica com a forma que toda a história vai sendo conduzida, deixando de tempos em tempos pistas de como tudo aconteceu.

E se desde o início o filme nos prende de forma tão hábil, o desfecho chega para provar que “Enterrado Vivo” trata-se de um suspense diferenciado, um ótimo filme.


 

Enterrado Vivo (Buried, Suspense – 2010: 95 min)

Dirigido por Rodrigo Cortés com roteiro de Chris Sparling. Estrelando: Ryan Reynolds.

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