Jonah Hex (Ação, 2010 – 80 min)

Dirigido por Jimmy Hayward com roteiro de Mark Neveldine e Brian Taylor. Estrelando: Josh Brolin, John Malkovich, Megan Fox, Michael Shannon, Michael Fassbender, Will ArnettWill Arnett , John Gallagher Jr., Tom Wopat, Wes BentleyWes Bentley, Julia Jones, Luke James Fleischmann e Rio Hackford.

Apesar de ter sido lançado nos EUA em julho deste ano, “Jonah Hex” não deu as caras por ainda por aqui em nossos cinemas. Contando com um elenco interessante e baseada numa série de quadrinhos consagrada, é difícil de entender porque, mesmo tendo tudo ao seu favor, o filme não funcione e tampouco transmita empatia com o espectador.

Na trama conhecemos a história de Jonah Hex (Josh Brolin, Onde os Fracos não Tem Vez) que carrega consigo uma marca sinistra no rosto. Culpando Hex pela morte de seu filho, Turnbull (John Malkovich, A Troca) faz com que Jonah assista a sua família ser assassinada em represália. É aí que, sem rumo e sentido de vida, Hex se transforma em um caçador de recompensas até descobrir que tem a oportunidade de vingar sua mulher e filho.

Ambientada em um “western” peculiar, onde temos armas absurdas, ainda vemos elementos heroicos no filme, como poderes de conversar com os mortos de Jonah Hex. A parte técnica é competente, mas a trama não engrena o suficiente para deixar o espectador “torcendo” por qualquer que seja o personagem, apesar de termos algumas cenas sensacionais, com ótimas frases e tiradas do ‘herói’.

Josh Brolin e John Malkovich encabeçam o elenco e são dois grandes nomes do cinema contemporâneo, porém, o vilão de Malkovich se resume em balançar seus mullets e correr desenfreadamente para destruir TUDO e acabar de vez com a raça do mocinho. E para apimentar a história fica a cargo de Megan Fox (Garota Infernal) fazer o papel da mocinha selvagem e fatal, mas nem isso ela consegue. Além de pouco aparecer, jogar um monte de ossos na tela com os seios espremidos para cima nem sempre é sinônimo de sensualidade.

Acredito que “Jonah Hex” perdeu uma boa oportunidade de emplacar um herói deveras interessante nos cinemas, pois, depois de assistir ao filme fiquei com vontade mesmo é de ler as HQs. No final das contas trata-se apenas de mais uma obra fraca que fica devendo em vários aspectos e, talvez, divirta um ou dois entusiastas de tramas fáceis com um pouco de ação.

Related Posts with Thumbnails