Tropa de Elite 2 (Ação, Policial, Drama: 2010 – 116 min)

Dirigido por José Padilha com roteiro de José Padilha e Bráulio Mantovani. Estrelando: Wagner Moura, André Ramiro, Maria Ribeiro, Pedro Van Held, Irandhir Santos, Seu Jorge, Milhem Cortaz, Fernanda Machado, Tainá Müller.

Um dos dias mais pitorescos de minha vida foi quando compareci ao quartel militar no alto dos meus 18 anos fazer parte do alistamento (que claro arrumei um jeito de ser dispensado das obrigações). Teve um momento que estavam chamando as pessoas pelo nome, e cada hora vinha um nome mais esdrúxulo que o outro e todo mundo rindo muito. Um militar parou na frente de um sujeito que estava gargalhando e disse: “Você está rindo agora mas eu posso fazer você chorar, você quer ver?”.

Antes que alguém ache que está no lugar errado, ou estou pirando e escrevendo textos do meu blog pessoal aqui, eu lhes digo que todo esse preâmbulo foi só para comentar sobre o que representou Tropa de Elite 2 para mim. É uma grande obra de entretenimento que diverte mas, antes de mais nada, trata-se de um verdadeiro tapa na cara (daqueles com a mão aberta) da sociedade brasileira.

O enorme e estrondoso sucesso do primeiro Tropa de Elite, mesmo tendo sido ‘lançado’ antes no mundo da pirataria, fez com que tanto Wagner Moura quanto o diretor e roteirista José Padilha tivessem nas mãos um grande desafio, corresponder às grandes expectativas geradas em torno de uma sequência. O mais incrível é que o segundo filme, pelo menos em minha opinião, consegue superar o primeiro, que já foi ótimo.

Na trama temos o Capitão (agora Coronel) Nascimento (Wagner Moura) descobrindo que seus problemas não eram somente os traficantes, mas algo muito maior. Combater “o sistema” tem um preço bastante alto e, com isso – ele que acaba se tornando subsecretário de segurança pública do Rio de Janeiro – acaba ganhando muitos inimigos. E quando a coisa se torna pessoal, sai de baixo.

Continuamos tendo muita violência, bastante polêmicas (daquelas de deixar o povo que acusa o personagem de Padilha de ser fascista ao extremo de cabelo em pé) e também alguns bons alívios cômicos. Mas o prato principal é toda a reflexão sobre política que o filme joga na nossa cara.

Para acabar não entregando detalhes e estragando a surpresa de quem ainda não conseguiu assistir Tropa de Elite 2 não vou me alongar mais nos comentários a respeito do filme. Este era um dos mais esperados do ano e fez jus a toda expectativa que ele carregou durante todo esse tempo. Fico feliz de ver que uma das melhores obras do cinema deste ano pertence ao Brasil.

Uma produção que consegue mesclar diversão, ação, drama e ainda conversar com o público sobre questões importantes merece realmente ser visto por todos. Daqueles trabalhos imperdíveis e extremamente recomendados. Agora é só aguardar os recordes.

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