Aproveitando que já estamos perto do Halloween vou falar um pouco do filme… Halloween. Para os mais novos, provavelmente o acesso mais fácil é para o remake de Robie Zombie – 2007. O  novo longa conta a história de um garotinho – Michael Myers, que vestido de palhaço em uma noite de Halloween, mata o pai, a irmã e o namorado dela. Após o crime, fica internado em uma instituição durante anos até que foge e volta para sua cidade natal, em busca da irmã caçula que deixou viva.

Uma das diferenças fundamentais entre o original de 1978 e o remake de 2007 é que o próprio vilão. É fato que os fãs da franquia são as pessoas que assistiram o primeiro filme, quando crianças ou adolescentes e encontraram no Michael Myers o puro mal. Aquele que matava sem um motivo claro, o homem alto, forte, mascarado e com uma enorme faca na mão. O mito morava exatamente nesta falta de informação, Michael Myers era o mal e isso bastava. Hoje em dia é mais dificil encontrar um fã do filme original na faixa da infância ou adolescencia.

Pegando o gancho para esta nova galera, Robie Zombie fez o remake transformando a mítica do vilão Michael Myers, “humanizando-o”. No filme de 2007, temos uma família desestruturada onde a mãe é uma stripper (o Robie sempre encontra uma maneira de colocar a esposa dele semi-nua em seus filmes), um pai alcoolatra e agressivo, uma irmã mais velha e vadia, um bebê e um menino estranho. Misture tudo isso e o tal garoto estranho começa a demonstrar sintomas de psicopatia como torturar animais… ou seja, uma bomba relógio. Quando Michael Myers promove o massacre da sua família e acaba internado em uma instituição psiquiátrica, começamos a conhecer um pouco mais do garoto, junto com seu psiquiatra.

Para os que não viram o filme original, isso tudo é uma novidade, criada por Robie Zombie e que simplesmente destruiu a imagem do vilão. A origem da loucura de Myers não é explicado. Ele surta… e quando mata a irmã pega todos de surpresa, isso é o que faz termos medo desde o início. Por mais que algumas pessoas questionem a idéia de mostrar o outro lado do Michael, isso só funciona no remake e mesmo assim é cambaleante. E isso não é um ataque pessoal porque não sou a maior fã da franquia Halloween e quando assisti Renegados pelo Diabo, já cheguei a pensar que Robie Zombie fosse alguém para revolucionar, trazer algo novo. Mas ao assistir suas outras produções passei a ver que ele atirou no que viu e acertou no que não viu. Quando saiu Halloween – A Origem, tive certeza que Robie Zombie não sabe o que faz.

Para os que curtem o filme original abaixo segue algumas fotos do Michael Myers de 1978 nos sets de gravação.

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