Nestes 3 anos de blog, mais de 800 posts e 8125 comentários aprovados, eu só havia utilizado a classificação ZERO uma única vez, mas o “filme(entre aspas pois como disse Roberto Carmara chamar isso de filme é uma ofensa) “Federal”, por conseguir a façanha de ser ruim em tudo (edição, atuação, montagem, etc.) vai levar a classificação que merece para este que já pode ser considerado como O PIOR FILME DO ANO e, sem dúvidas, um dos piores que já assisti em minha vida.

A bem da verdade conhecia pouco sobre essa produção, sabia que tinha Selton Melo e fui convidado para uma pré-estreia (que muito provavelmente deve ter sido o meu último convite depois deste post) resolvi encarar. Eu só posso acreditar que Selton esteja devendo dinheiro da mesma forma que Nicolas Cage para aceitar se prestar a um papel desses. E se nem ele se salva, o que esperar do resto? Aliás, que porra alguém espera de um “filme” protagonizado por Riccelli com aquela sua voz de suspiro vencido?

Não vou gastar mais do que uma frase para comentar sobre a trama, pois ela é tão interessante que a única coisa que te move durante a trajetória é aquela esperança de que chegue logo ao fim e os créditos subam. Aplaudi com veemência quando a agonia terminou na sessão que fui.

Recheadíssimo de clichês e de frases insossas e extremamente batidas, “Federal” começa parecendo uma reportagem do programa televisivo “Linha Direta” e ao passar do tempo se transforma num longa metragem no melhor estilo “Hermes e Renato”. Os tiroteios são tão mal feitos e as mortes tão ridiculamente coreografadas que me fizeram rir, em algumas oportunidades eu não me contive e gargalhei sem acreditar no que estava assistindo. Lembro que no meu 2º ano do Ensino Médio tínhamos um festival de cinema e os filmes apresentados lá ganham de lavada desta porcaria que Erik de Castro conseguiu dirigir.

O elenco encabeçado por Selton Melo e Carlos Alberto Riccelli trabalha muito mal. Alguns personagens de “apoio” (se é que podemos chamar por essa palavra) são horrorosos. Tem até participação internacional com Michael Madsen, que participou de alguns trabalhos de Tarantino, mas ele é triste também.

A minha maior frustração é não conseguir expressar todo o meu desânimo e desagrado com este que já vai levar o primeiro lugar no Top 10 Piores Filmes deste ano de 2010. Ninguém vai conseguir alcançá-lo. É uma pena que o cinema nacional entregue recursos para uma produção tão medíocre.

Tem situações no melhor estilo “Tropa de Elite” (parece que a história vem sendo produzida há tanto tempo que foi até antes de Tropa sair, mas enfim), saco na cabeça e até oficial chamado Matias aparece em um determinado momento. Tem até uns peitinhos e uma ou duas cenas de sexo um pouco mais tórridas (vou excluir sexo com grávida que pra mim é demais), mas nada que valha a pena, garanto.

Agora, sem dúvidas, o maior crime do filme “Federal” é ele ser exibido nos cinemas. Não se deixe enganar por Selton Melo no cartaz, fuja desta bomba.

Federal (Ação, Policial: 2010 – 91 min)

Dirigido por Erik de Castro com roteiro de Érico Beduschi, Erik de Castro e Heber Trigueiro. Estrelando: Carlos Alberto Riccelli, Selton Mello, Christovam Neto, Cesário Augusto, Michael Madsen, Eduardo Dussek, Carolina Gómez, Analu Silveira e Solange de Barros.

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