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Uma família composta por pai, mãe, enteada e bebê de um ano, vêem sua paz ir embora ao chegarem em casa e encontrar tudo revirado. Por acharem que se trata de um ato de vandalismo, resolvem instalar câmeras na casa para flagrar alguma tentativa de invasão mas aos poucos, descobrem que o inimigo é outro.

Na minha opinião há duas formas de pensar em no público que vai assistir Atividade Paranormal 2: Os que não gostaram do primeiro filme e os que gostaram do primeiro filme. Eu me enquadro no grupo dos que gostaram bastante de Atividade Paranormal 1 e por isso mesmo me senti incomodada vendo esta sequência. Aos que não sairam satisfeitos do primeiro filme posso dizer que a probabilidade de gostarem desse cresce… estranho este paradoxo mas acredito que seja um fato.

Seria impossível não existir uma sequência para o filme mais rentável da história do cinema: Custou 11 mil dólares e ganhou mais de 190 milhões. A idéia seria manter o tema central intacto mas mudar o contexto dos acontecmentos. Isso foi o que o diretor Tod Williams fez mas sem tanto sucesso. O efeito que ele obteve foi fazer o telespectador ficar o tempo todo procurando sinais de alguma entidade na tela… era quase uma caça ao tesouro. Isso tira a atmosfera de medo e causa descontração.

Algumas inevitáveis comparações do Primeiro e do Segundo filme:

Cuidado com Spoilers a seguir:

– No primeiro filme, Micah é cético. Por mais boba que seja a postura dele em relação ao medo da esposa nunca soa incoerente. Aqueles que não acreditam mesmo em espíritos (os céticos entenderão o que quero dizer) vão lutar até o ultimo minuto antes de ceder a está idéia e mesmo assim, só irão dar o braço a torcer se tiver uma prova incontestável. Por isso mesmo, quando Micah chama o demônio, faz gracinhas com a câmera, brinca com a tábua de Ouija, faz tudo aquilo que uma pessoa crente em espíritos jamais faria, não parece surreal. Já na sequência, Daniel é um cético sem propósito. A participação dele no filme é apenas para ganhar a antipátia pois nunca fundamenta seu descrédito, parecendo mais um chato do que outra coisa;

– Em Atividade Paranormal 1, Micah cria uma certa obsessão em capturar imagem de espíritos na sua casa. A câmera é quase uma extensão de si mesmo e não soa artificial pois ele mostra claramente essa gana. Não que ele quisesse acreditar em algo mas sim mostrar que aquilo não passa de truque ou quem sabe ganhar alguma grana no youtube. No segundo filme a “câmera na mão” é tão artificial que constrange. Ali dorme com a câmera na mão e filma coisas sem sentido. Nem parece que está filmando de brincadeira ou momento de descontração. Parece que não há motivo para a câmera ligada;

– Por falar em câmeras, outro aspecto que me incomodou foi o porquê Daniel nunca assiste aquilo que grava? Qual o motivo de ter câmeras pela casa se você só vai assistir algo de verdade quando já está no limite? Ao contrário de Micah que todo dia assistia ao que gravava. Ainda sobre o assunto, por que instalar câmeras dentro de casa? Se a idéia é pegar um invasor, não seria mais viável colocar câmeras apenas nas áreas externas e perto de portas ou janelas? Colocar a família sob vigilância com câmeras em casa me pareceu forçado e desnecessário;

– Quando Katie sentiu que um fantasma assombrava a casa ela lutou até o fim para trazer um especialista, apesar de Micah ser contra. Mesmo parecendo incoerente, eles não sairam da casa por um motivo específico: o demonologista disse que não adiantaria. Por que em nenhum momento Daniel ou Ali tentam algo concreto além da babá curandeira? Por que não sair da casa, levar o bebê para um local seguro? Por que no momento em que Kristi está possuída ele não tenta proteger a filha colocando-a para fora da casa? Ou quem sabe tirando o bebê daquele ambiente antes de tentar o exorcismo?

– Quando Katie é arrastada pelo demônio, aquilo me assustou completamente. Foi arrebatador pois quando estamos mais vulneráveis é durante o sono. Imagina ser puxado pelo pé enquanto está dormindo? A captura de Kristi foi tensa mas não tanto quanto a do primeiro filme, provavelmente porque não é mais uma surpresa.

– É interessante os momentos em que o filme se mostra uma “sequência”. Foi bom ver as histórias se complementarem , Katie e Micah interagindo … mas o final não foi bom.

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