Resident Evil 4: Recomeço (Resident Evil: Afterlife, Ação, Suspense, Ficção Científica: 2010, 90 min)

Direção e rotero por Paul W.S. Anderson. Estrelando: Milla Jovovich, Ali Larter, Kim Coates, Shawn Roberts, Sergio Peris-Mencheta, Spencer Locke, Boris Kodjoe, Wentworth Miller, Sienna Guillory, Kacey Barnfield.

A franquia Resident Evil chega ao quarto filme nos cinemas e praticamente tudo continua na mesma. Sempre que me perguntam eu respondo: “Não são bons filmes no fundo, tem muito clichê, roteiro fraco e cenas exageradas, mas no final das contas é divertido”. Desta vez o grande trunfo é o 3D que, graças aos Deuses, foi feito da maneira correta, filmado com os equipamentos do senhor James Cameron. Para quem curte a série nos cinemas trata-se de um bom entretenimento que vale quanto nada o seu ingresso.

Na trama seguimos mais uma vez Alice (Milla Jovovich, Contatos de 4º Grau) em sua busca por dar sequência a sua vingança contra a corporação Umbrella e também a continuar sua procura por sobreviventes. Novamente temos a presença de Claire (Ali Later do seriado Heroes) e algumas boas novidades, dentre elas a de Wentworth Miller, o grande Michael Scofield de Prison Break.

Este é um dos raros filmes que posso afirmar que funciona melhor em sua versão 3D, muito bem feita por ter sido filmada e não “armengada” como muitos projetos caça-níqueis que vemos por aí (não que não tenha sido feito com o intuito de arrecadar um pouco mais também). O visual é impressionante e tem machadão vindo na sua cara, sangue jorrando nos seus óculos. Não é nada de outro mundo mas vale a diversão.

Apesar do visual, belos efeitos e de ser no fim das contas um bom entretenimento para se assistir sem maiores compromissos, o filme peca bastante ao exagerar nas cenas de luta. Muita câmera lenta, muitas piruetas e pirotecnias desnecessárias nos tiroteios e pancadaria e, para completar, personagens e situações extremamente clichês. Basta ir conhecendo os novos integrantes para você ir identificando o tipo de cada um, dá para descobrir até em que ordem eles vão morrer facilmente.

As piores coisas no entanto para mim foram o vilão presidente da Umbrella interpretado por Shawn Roberts, caricato até a alma, e também deixar (mais uma vez) os zumbis meio que em segundo plano na trama. É aquele lance que acontece desde o primeiro filme (que para mim é o melhor dos 4), se pega uma coisa ou outra do videogame mas, na versão cinematográfica, outras situações e vertentes são exploradas.

Ainda que seja “mais do mesmo” e que, como adaptação do jogo seja muito fraco – isso sem contar no número exagerado de clichês – “Resident Evil 4: Recomeço” entrega um bom entretenimento que se vale mais pelo visual e estética do que pelo conteúdo, mas convenhamos, se você já chegou até aqui sabia muito bem o que lhe aguardava.

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