Dentre um dos vários motivos que me fizeram comprar o Playstation 3, um deles era o fato do console utilizar o Blu-Ray disc para os jogos e, consequentemente, para assistir filmes também. Meu grande amigo Ramon me emprestou um dos seus títulos, “O Estranho Mundo de Jack (Nightmare Before Christmas)”, o qual pude conferir e analisar os tais ganhos em relação ao dvd.

Este post vai ter uma levada meio diferenciada, não vai ser propriamente uma crítica (apesar de que vou comentar rapidamente no final sobre o filme) e nem um parecer técnico e profundo sobre a ‘nova’ onda dos Blu-Rays. Só estou afim mesmo de escrever sobre esta minha experiência, afinal isso aqui é um blog. 😛

Blu-Ray, vale o seu investimento?

A grande questão atual é saber se vale a pena você investir 500 a 800 reais em um aparelho leitor de Blu-Ray. Será que o ganho de qualidade vale mesmo o alto investimento? Lembre-se que além do aparelho os filmes também não são baratos.

A bem da verdade o ganho nítido de imagem é melhor visto em filmes “claros e coloridos”. Vi alguns trechos de “O Cavaleiro das Trevas” e a imagem é realmente melhor, mas não lhe salta aos olhos porque é um filme muito escuro. Por ser um filme antigo e sombrio (marca registrada de Tim Burton), “O Estranho Mundo de Jack” também não apresenta lá toda essa diferença.

Não fosse meu videogame confesso que não investiria minha suada grana em um Blu-Ray player, acho que pode-se esperar baratear um pouco (como sempre ocorre com qualquer nova tecnologia). Agora, é claro que fico feliz em saber que além de matar monstros incríveis, eletrocutar pessoas ou se infiltrar em missões secretas eu possa, vez ou outra, assistir um Blu-Ray sem precisar pagar uns 600 reais a mais para ter esse privilégio.

O Estranho Mundo de Jack (Nightmare Before Christmas)

Que bom que pude corrigir mais uma grave falha de caráter que possuía, não ter visto um dos primeiros trabalhos do grande Tim Burton. Lançado em 1993, “Nightmare Before Christmas” possui logicamente a estética e o visual sombrio do cineasta e é também um musical em stop-motion.

Dificilmente algum musical me agrada, mas “O Estranho Mundo de Jack” equilibra bem humor e história com todas as cenas cantadas, não dando aquela terrível sensação de “termina logo essa música e parte pro que interessa”.

Na trama Jack, o presidente da cidade do Halloween já encontra-se desestimulado com essa vida de ano após ano ficar fazendo os preparativos para o dia das bruxas. Certa feita ele acaba entrando na “Cidade do Natal” e se encantando com todas as novidades. Ele resolve então se apossar da festa do natal, mobilizando todos na cidade para isto. É claro que a sua ideia de natal é assustadora demais para dar certo.

Trata-se de uma obra cativante e que, infelizmente, só conferi agora. Vale até o comentário para um ou outro que faz vistas grossas quando vê minha lista de filmes a assistir, eu não tenho vergonha de admitir não ter visto alguns clássicos da sétima arte e sempre estou disposto a recuperar estas falhas, afinal, não sou crítico de cinema (sequer estudei para ser), sem contar que escrevo aqui porque gosto e me sinto bem, é um hobby para mim.

Menos um para a minha interminável lista que, um dia espero, esteja livre de graves falhas de caráter como não ter assistido em tempo este clássico do mestre Tim Burton.

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