Pi (Suspense, Ficção: 1998 – 84 min)

Dirigido por Darren Aronofsky com roteiro por Eric Watson, Sean Gullette e Darren Aronofsky. Estrelando: Sean Gullette, Abraham Aronofsky, David Tawil,Tom Tumminello, Lauren Fox e Stephen Pearlman.

Quando gosto muito de um filme, sempre dou uma olhada em quem o dirigiu ou escreveu e vou correndo para trás na linha cronológica de sua filmografia. Darren Aronofsky é responsável por trabalhos como “Réquiem para um Sonho” e “O Lutador (The Wrestler)”, sendo que este último foi o que me despertou o interesse em adicionar suas outras obras em minha lista de filmes a assistir.

A trama segue o matemático Max Cohen (Sean Gullete) um gênio recluso que acredita que existe um padrão matemático comum para tudo que nos cerca, inclusive na bolsa de valores. Sua pesquisa utiliza desde o cabala até o torá (livro sagrado judeu). Ele então começa a ser “perseguido e pressionado” tanto por representantes da Wall Street, quanto por religiosos judeus interessados em ‘entender’ (matematicamente) o seu livro sagrado.

Lançado em 1998, “Pi” é um filme difícil de assistir apesar de ter uma história relativamente simples. Todo em preto e branco a sensação ao acompanhá-lo é atormentadora, por vezes o espectador tende a ficar aturdido e sem entender o que realmente está (ou deveria estar) acontecendo. Parte dessa “confusão” se deve ao personagem principal ter problemas sérios de dores de cabeça e fazer uso incontrolado de analgésicos e outras medicações. Daí a sequência dos fatos oscila entre os acontecimentos ‘verdadeiros’ e alguns delírios de Cohen.

Sem dúvidas Darren Aronofsky conseguiu criar uma obra bastante inovadora, ainda mais se analisarmos que foi lançada no final do século passado. Trata-se realmente de um filme interessante mas complicado de se recomendar, afinal, discorrer sobre questões existenciais e filosóficas tentando se basear em coisas ‘concretas’ trata-se realmente de uma tarefa difícil.

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