O Livro de Eli (The Book of Eli – Ação, Aventura, Ficção Científica: 2010 – 118 min)

Dirigido por Allen e Albert Hughes com roteiro por Gary Whitta. Estrelando: Denzel Washington, Gary Oldman, Mila Kunis, Ray Stevenson, Jennifer Beals, Evan Jones, Joe Pingue, Frances de la Tour e Michael Gambon.

Tive que recorrer a meios não muito corretos para poder conferir “O Livro de Eli (The Book of Eli)” já que na época em que estava sendo exibido nos cinemas, apesar de meu enorme interesse no filme, não consegui assistir. Além de estar inserido num contexto que amo (cenário pós-apocalítico) é daquelas obras que certamente farão mais sucesso no futuro do que no presente, justamente por deixar diversas interpretações após o seu desfecho.

Na trama acompanhamos a jornada de Eli (Denzel Washington) em sua missão particular de levar o tal livro (a última Bíblia no mundo) para o Oeste. Inserido num verdadeiro caos e cenário de barbárie que o nosso planeta se transformou, tudo é seco, morto e bastante quente. Certo dia ele chega até uma ‘cidade’ (que está muito mais para vilarejo pós-apocalítico), em que o que seria o Xerife local (Gary Oldman), está movendo o mundo para encontrar tal livro.

O visual e cenário totalmente morto deixa de forma bastante visível transparecer o que aconteceu para que o mundo ficasse daquela forma. E muitas coisas são apenas insinuadas, não existe aqui um didatismo ou historinhas com “flashbacks” mostrando como tudo aconteceu, e isso é um ponto forte desta obra.

Para os menos “atentos” fica também um belo filme, com ótimas cenas de ação e lutas muito bem coreografadas. Aliado a isto temos um Denzel Washington inspirado e fazendo um trabalho bastante convincente. O restante do elenco ainda que não esteja muito inspirado, como Mila Kunis (Ressaca de Amor)  que se resume a ser apenas ‘a gostosa’ (papel que faz com maestria em todos seus trabalhos), não atrapalha.

Mas o melhor de “O Livro de Eli” está em tudo o que ele não explica, em tudo que fica nas entrelinhas, principalmente em passagens que nos remetem a momentos históricos e até filosóficos (a criação do mito). O filme fala sobre fé de uma forma em que ambos lados (agnósticos e fiéis) encontram interpretações que possam lhe agradar e fazer bastante sentido.

Ainda que eu não o tenha achado nada de outro mundo, muito menos uma grande pérola da sétima arte, não tenho como negar que trata-se de um bom filme. Claro, gostar mais ou menos dele só depende do quanto você esteja interessado em viajar nas diversas interpretações que ele deixa no ar.

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