Antes de comentar sobre o que achei do final de Lost, das lacunas abertas, do que entendi e tudo mais o que esta série representou e continuará representando, vou comentar um pouco sobre “The End“, o episódio final da série que foi dividido em duas partes com 2 horas de duração no total.

Os comentários abaixo, obviamente, contêm SPOILERS para quem ainda não o assistiu, portanto, caso não queira saber nada sobre os acontecimentos apresentados nele, pare por aqui…

The End

Antes de mais nada é preciso dizer que o desfecho de Lost foi altamente emotivo e, em alguns momentos, ficou próximo dos finais de novelas globais com grandes encontros de personagens todos felizes, nascimento de bebê (“novamente“) e algumas pieguices. Para mim, nada de absurdo ou que não fosse esperado.

Só que a “marca” da série esteve presente em quase sua totalidade. A mistura de misticismo, fé, ciência e busca por redenção esteve presente de forma intensa principalmente na parte final, onde vimos uma grande correria e a disputa entre Jack e o Fumacinha Locke que iniciou num esquema de disputa de “pensamentos” para, só depois, partirem para as vias de fato.

Falar da realidade paralela agora pode parecer estranho já que sabe-se a sua explicação, ou menos imagina-se. E nela vemos Jack examinando o raio x de Locke, Desmond continuando com auxílio de Hurley a ‘recrutar’ os passageiros do vôo Oceanic 815 para o tal concerto beneficente e que culmina tudo na cena final que vou falar mais adiante. Jack finalmente consegue operar com sucesso John Locke, talvez o motivo de maior felicidade e realização pessoal dele nesta ‘realidade’.

Já na ilha os focos são mais ‘urgentes’. Jack, Hurley e Kate tentam proteger a fonte da luz, Sawyer parte em missão paralela para tentar resgatar Desmond, que no final das contas vira elemento de disputa, ou uma arma que não se sabe ao certo qual lado irá ajudar no final das contas. Outros personagens como Miles, o piloto ressurgindo das cinzas (na verdade do fundo do oceano) e Alpert estão correndo de encontro ao avião para finalmente fugirem da ilha.

O sentido de urgência com chuva, terremotos e a ilha afundando é cada vez mais intenso. E no final das contas, é “fora da ilha” que descobrimos toda a verdade sobre os losties. Eles estão se lembrando do que viveram um com os outros, se reencontrando por conta do pai de Jack Christian Sheppard e é ai que descobrimos que estão todos mortos.

E é a cena que Jack descobre que já está morto que causou tanto alvoroço mundo afora. Muita gente não deve ter prestado atenção no que o pai de Jack disse que eles não morreram todos juntos, alguns antes, outros depois, mas todo aquele encontro era necessário para que eles pudessem seguir adiante. A porta da esperança se abre, com ela invade uma luz intensa e é o fim para eles, na verdade é uma nova descoberta e o início de uma nova e desconhecida jornada.

Mas a última cena mesmo foi genial. Para uma série que começou com o abrir dos olhos de Jack, terminar com ele fechando os olhos foi simplesmente sensacional.

Muitas lacunas ficaram abertas, muitas coisas no final das contas parecem não ter tido sentido ou propósito algum, mas isso é Lost, esta foi a série que aprendi a gostar, que me fez perder noites e horas pesquisando sobre teorias loucas e que está me fazendo até agora discutir seu desfecho.

Eu ainda estou seguro que sim, os criadores sabiam onde queriam chegar. A série, como um todo, foi realmente espetacular e tenho vários motivos que corroboram com esta minha opinião. Aceito quem pense o contrário ou tenha detestado seu final, mas isso é assunto prum próximo post…

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