Maré de Azar (Extract)

Maré de Azar (Extract: Comédia, 2009/2010 – 92  min)

Direção e roteiro por Mike Judge. Estrelando: Jason Bateman, Ben Affleck, JK Simmons, Mila Kunis, Kristen Wiig, Clifton Collins Jr., Dustin Milligan, David Koechner.

Sabe quando você tá no cinema escolhendo qualquer coisa pra assistir, dá uma olhada em algum filme que está para começar e entra sem saber de nada torcendo para ser agradavelmente surpreendido? Pois bem, foi assim que acabei assistindo “Maré de Azar (Extract)”. Vi alguns rostos conhecidos no poster, encarei, cheguei a gostar de uma coisa ou outra mas no geral achei apenas regular.

O filme é dirigido e ‘escrito’ por Mike Judge que fez muito sucesso na tv com o genial desenho “Beavis e Butthead”. Em seu currículo temos também outro desenho “O Rei do Pedaço” e nos cinemas ele fez o sensacional e hilário “Como Enlouquecer Seu Chefe” de 1999 e também “Idiocracy” de 2006.

A trama segue a vida ‘chata’ de um dono de fábrica de extratos interpretado por Jason Bateman (Juno) que não anda tendo muita ‘sorte’ com o relacionamento com sua esposa (Kristen Wiig) e também está enfrentando problemas para lidar com sua fábrica e funcionários. Junte-se a isso ter que aturar seu vizinho chato e insistente (David Koechner), ponderar conselhos insanos de seu amigo interpretado por Ben Affleck e muitas outras “confusões do barulho”.

Dentre os rostos conhecidos temos a linda Mila Kunis (Ressaca de Amor), que faz o papel de uma trambiqueira de primeira que me lembrou o esquilo (ou sei lá que bicho ancestral era aquele) do filme Era do Gelo, ou seja, participa dele (e até tem um envolvimento com a trama), mas no final das contas é algo tão paralelo a tudo que, se não estivesse no filme, não faria falta à história.

Fica claro pra quem o assistiu que Mike Judge tentou fazer mais do que uma simples comédia nos moldes comerciais. Ainda que tenha uma ou outra cena daquelas para lhe fazer rir de forma fácil, como a “famosa” cena da maconha, “Maré de Azar” conta com doses de um humor mais ‘sagaz’, feito para ser compreendido nas entrelinhas. O problema é que no final das contas acaba nem sendo uma obra comercial, nem sendo indie, nem sendo muito engraçado, nem sendo uma comédia ‘inteligente’.

A ‘levada’ é tão chatinha que o resultado, ao menos em minha opinião, é um filme apenas regular. Talvez quem entre já com conceitos pré-definidos (fica mais bonito falar desta forma), por ser um filme do sujeito que fez Beavis e Butthead, possa até achar mais interessante do que alguém que entrou sem expectativas (boas ou ruins) e muito menos com algum conhecimento de causa. Não que isso deva influenciar opinião alguma, mas acredito que ao menos serve como desculpa para se relevar tanta coisa clichê e sem emoção.

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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5 Comments

  1. Achei muito chato, quase dormi umas 5 vezes.

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