Ao contrário de mim que sou extremamente fissurado e, tivesse tempo, assistiria mais de 5 filmes por semana fácil, o meu pai não tem lá esse amor todo pelo sétima arte. Raramente para (sem acento é triste) pra assistir algo em casa. Ir em algum cinema da cidade então nem pensar.


Existem aqueles dias no ano (geralmente 1 ou 2) que bate uma vontade nele de assistir algo só para ver o ‘Home Theater‘ lá de casa estourar todas as caixas e, como não poderia ser mais comum, sua predileção é por filmes de “porrada“.

Certo dia ele apareceu em casa com alguns DVDs de má procedência dizendo que pegou dentre eles um excelente filme de Van Damme, recomendado obviamente pelo vendedor. Acredito que o último (e talvez único) filme que ele assistiu com o ator tenha sido “O Último Dragão Branco” em algum domingo maior da vida. A ‘película’ em questão foi “Soldado Universal 3 – Regeneração“.

Soldado Universal 3 – A Regeneração

Eu mal me lembrava do primeiro filme desta “indispensável” trilogia, muito menos assisti o segundo, mas só pela capa e pela sinopse, percebi que não precisava me preocupar com isto. Encarei o desafio sem nem pestanejar, assistir a um filme com meu pai é algo que deve ser aproveitado sempre que essa rara oportunidade surgir.

Neste terceiro filme da saga, chamado por aqui de “A Regeneração” e que foi lançado direto em DVD este ano (e se alguém o assistir vai descobrir facilmente o porquê), temos a volta dos ‘astros’ do primeiro filme Jean-Claude Van Damme e Dolph Lundgren, que fez o grandão Ivan Drago de Rocky IV e também o He-Man daquele filme para ser esquecido “Os Mestres do Universo”.

Na trama vemos o soldado ‘especial’ Luc Deveraux (Van Damme) retornar à ativa para combater a nova geração de soldados modificados. Ele estava num programa de recondicionamento à sociedade, porém tem que ser chamado como última esperança para deter uma ameaça na usina de Chernobyl por pessoas que estão utilizando estes supersoldados, dentre eles um da “5º Geração” que está detonando geral. No meio desse fuzuê todo ele ainda reencontra um velho conhecido, o soldado Andrew Scott (Lundgren).

Não sei para que trouxeram Van Damme e Lundgren para atuarem como COADJUVANTES inúteis numa trama deprimente. Para vocês terem ideia, o grande vilão é um lutador de Jiu Jitsu (de verdade) que interpreta muito bem um soldado modificado geneticamente que tem bastante força e praticamente zero de cérebro. Analisando por este lado, é uma atuação digna de Oscar.

 

 

Van Damme e Lundgren em momento romântico

Porra, Man! O pior de tudo é que no final tem uma deixa para continuação. Se já chegaram até o terceiro com essa historinha deprimente, não duvido que continue indo a frente, ainda mais que, quando um filme é destinado ao lançamento apenas em DVD (como esta bomba) parece que aceitam qualquer coisa.

Para roteiros e filmes ruins existem sempre uma boa capa e um funcionário na locadora (ou próprio dono) disposto a lhe dizer que é excelente, afinal é com Van Damme porra!

Queima Esta Porra!

Não precisei nem comentar nada, meu pai antes mesmo do fim já estava bradando horrores. Nem a pancadaria vale a pena. A participação de seu grande ídolo Van Damme também é pífia e o desânimo e sensação de derrota que vi no seu rosto foi incrível. Na verdade acredito que ele ficou até triste de reunir todo mundo para ver algo tão ruim.

Assim que tudo terminou ele me pediu para destruir o DVD. Queimar, tocar fogo, jogar no lixo, qualquer coisa, menos ocupar espaço em nossa casa. Eu dei mole de não fazer um vídeo tocando fogo no DVD, iria ser épico sem dúvidas. De qualquer forma teve utilidade assistir a esta pérola, não só pela parte “família” de curtir este momento tão especial e divertido, mas também por conseguir mais um para a lista dos piores deste ano.

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