Entre Irmãos (Brothers: Drama, 2009 – 105 min)

Dirigido por Jim Sheridan com roteiro de David Benioff, Susanne Bier e Anders Thomas Jensen. Estrelando: Tobey Maguire, Jake Gyllenhaal, Natalie Portman, Sam Shepard, Clifton Collins Jr., Bailee Madison, Mare Winningham, Taylor Geare, Patrick Flueger e Carey Mulligan.

Os reflexos que as guerras em que o Estados Unidos participam trazem são sempre muito explorados no cinema, por isso, fica difícil conseguir atrair o interesse das pessoas para ver mais um “filme de guerra“. O grande trunfo de “Entre Irmãos” foi trazer três artistas de considerável destaque para a linha de frente num tema que não tem lá nada de muito novo, o velho “triângulo amoroso” e traumas pós guerra. E aqui temos um filme que eu posso dizer que não é ruim, mas é facillmente dispensável.

A trama segue a história de um capitão do exército americano Sam (Tobey Maguire, O Homem Aranha) que possui uma belíssima esposa (Natalie Portman, A Outra, V de Vingança) e duas filhas. Sam é capturado por afegãos (ele está em missão na guerra contra o país em 2007) e é dado como morto. Em luto e tentando reestabelecer sua vida, Grace acaba encontrando no irmão de Sam (Jake Gyllenhaal, Donnie Darko, Soldado Anônimo, Zodiaco), recém liberado da prisão, um ombro amigo, ou talvez mais do que isso.

O filme tem lá sua história manjada e algumas coisas bem clichê, mas com um pouco de boa vontade da para classificá-lo como um bom filme. Apesar do ritmo um pouco devagar, a história caminha bem e o elenco de rostos um pouco conhecidos ajuda também, mesmo o trabalho deles aqui não sendo dos melhores.

Quem rouba a cena mesmo são as duas meninas que interpretam as filhas do capitão, Bailee Madison e Taylor Geare, com destaque para a que interpreta a mais velha, um excelente trabalho. De resto temos Sam Shepard fazendo um bom trabalho também como o pai dos garotos.

E “Entre Irmãos” se segura mesmo no drama familiar e em alguns momentos onde o diretor apenar insinua as coisas, como por exemplo na hora em que ele apenas mostra a foto do casal bem jovem para descobrirmos que os dois estão juntos desde a adolescência (ainda que mais para frente tudo seja dito). E aí você junta neste drama familiar, desconfianças, dificuldades de enfrentar luto, resistir a beleza e solidão da mulher do irmão, pai com preferência por filho “direito” em detrimento ao ex-presidiário e por aí vai.

Claro, o grande embate é o tal triângulo amoroso e acompanhar os traumas que a guerra pode deixar nos ex-combatentes, o que acaba refletindo na vida de seus familiares. Sem contar a grande produção de filmes em torno deste tema, é isso o que afinal a guerra consegue produzir, transtornos em todos os graus para as pessoas que participam dela.

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