A Caixa (The Box: Terror, Suspense – 2009/2010 – 115 min)

Direção e roteiro de Richard Kelly, adaptando conto de Richard Matheson. Estrelando: Cameron Diaz, Frank Langella, James Marsden, Gillian Jacobs, Michele Durrett.

 

Depois de estrear para o cinema com o excelente e cultuado Donnie Darko, Richard Kelly surtou e fez um dos piores filmes que já assisti que foi “Southland Tales – O Fim do Mundo“. Quando soube do seu terceiro longa “A Caixa (The Box)” o coloquei rapidamente em minha lista de filmes mais esperados do ano, não pelo trailer que me deixou um pouco preocupado, mas sim para servir como um tira-teima: Kelly é realmente um cineasta de destaque ou seu primeiro trabalho foi sorte de principiante? Infelizmente parece que ele ainda não se curou por completo de seu último surto.

A trama parece a primeira vista bastante simples, ela segue a vida da professora Norma Lewis (Cameron Dias, Jogos de Amor em Las Vegas) que é casada com um engenheiro da NASA interpretado por James Marsden. Os dois possuem um filho e levam uma vida ‘normal’ no ano de 1976. Certo dia Norma recebe uma caixa em sua porta com um botão protegido por uma pequena redoma, é aí que as coisas começam a mudar.

 

 

Aperta logo essa porra!

Um tempo depois um sujeito sinistro bate a sua porta, foi a mesma pessoa que deixou a caixa para ela. Ele então faz uma proposta, se ela (em comum acordo com seu marido) apertar o botão uma pessoa, que ela não conhece, irá morrer e ele dará ao casal uma maleta com 1 milhão de dólares.

E a história começa até interessante com tantos temas a respeito de ética e tudo mais, só que acaba descambando para um mergulho um pouco indigesto dentro da louca mente de Richard Kelly. Não sei se tentando explorar um pouco de tudo que ele mostrou em Donnie Darko ou porque ele gosta de inventar e deixar o espectador confuso, não sei, mas realmente não é muito interessante o que ele fez com o roteiro. As atuações de Cameron Diaz e James Marsden também não ajudam muito. Não é que estejam horríveis, mas deixam um pouco a desejar.

Ainda que esteja longe demais de seu grande cult Donnie Darko, o filme tem uns bons momentos de tensão e apesar de todas as suas “viagens” que vão de portais, espelhos, wormholes até aquela mistureba filosófica-religiosa, já é um passo a frente de seu terrível trabalho anterior só por deixar no ar alguns questionamentos sociais.


Não chega a ser um completo fracasso, no meio de tanta coisa que vai se cozinhando em banho maria até o final, daqueles de deixar espectadores que gostam de desfechos claros e tranquilos de cabelo em pé, dá para tirar algumas coisas de interessante em “A Caixa“. Eu só fico mesmo lamentando que cada vez mais esteja certo de que seu primeiro longa foi mesmo, infelizmente, apenas sorte de principiante. Quem sabe um dia ele saia de um desses portais ou túneis temporais que entrou e encontre o caminho novamente para fazer um filme bom, ou que ao menos faça mais sentido.

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