O Retrato de Dorian Gray (Dorian Gray, Drama: 2009 – 112 min)

Dirigido por Oliver Parker com roteiro de Toby Finlay baseado em obra de Oscar Wilde. Estrelando: Colin Firth, Ben Barnes, Rebecca Hall, Rachel Hurd-Wood, Emilia Fox, Ben Chaplin.

 

Publicada no ano de 1891, a obra de Oscar WildeO Retrato de Dorian Gray”, foi acusada de ser imoral e homoerótica, contrariando os preceitos da época vitoriana da Inglaterra. Ano passado a sua décima versão cinematográfica foi lançada lá fora, era esperado aparecer nos cinemas nacionais, mas acabou não acontecendo.

O interesse para assistir este filme se deu justamente por causa do excelente romance de Oscar Wilde, cujo qual a primeira dama tinha acabado de ler e ficou extremamente interessada em conferir esta mais recente versão para os cinemas. Só que, ao contrário da obra literária, o filme é infelizmente muito fraco.

Na história seguimos o jovem Dorian Gray (Ben Barnes, O Príncipe Caspian das Crônicas de Nárnia) que, após ganhar de presente uma pintura sua, percebe que sua beleza e juventude seguem inalterada ao mesmo tempo em que a tal pintura recebe as suas marcas do tempo e todas as coisas horríveis que ele começa a fazer.

Suas atitudes começam a mudar logo que conhece o Lord Henry Wotton (Colin Firth, Marido por Acaso. Mamma Mia!). De um jovem inexperiente e educado, aos poucos ele vai aprendendo com Henry que tudo o que importa é a beleza e os prazeres da vida. Aliado à sua ‘imortalidade’, este aprendizado nada salutar aos poucos vai o transformando.

Excetuando-se a bela fotografia, o visual gótico e vitoriano bem estampado e a bela atuação de Colin Firth, o restante de “Dorian Gray” é só decepção. O ator Ben Barnes não mostra nenhuma condição, nem muito menos carisma, para convencer num papel tão interessante como este. O ritmo lento e pouco inspirado do filme também não ajuda.

E no final das contas, a melhor coisa de “O Retrato de Dorian Gray” é mesmo a história, que na verdade pertence a Oscar Wilde. Fica então difícil dar algum mérito para pessoas que conseguem transformar uma obra tão famosa, interessante e que é objeto de vários estudos e análise mundo afora (devido à suas metáforas sobre a importância da beleza, juventude, etc.), em algo totalmente morno e sem graça.

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