Filhos da esperança (Children of Men, Ficção Científica, Drama: 2006 – 109 min)

Dirigido por Alfonso Cuarón com roteiro por Alfonso Cuarón e Timothy J. Sexton, baseado em livro de P.D. James. Estrelando: Clive Owen, Julianne Moore, Michael Caine, Chiwetel Ejiofor, Charlie Hunnam, Claire-Hope Ashitey, Pam Ferris, Danny Huston, Peter Mullan, Oana Pellea, Paul Sharma e Jacek Koman.

 

Filmes com temática sobre futuros pós-apocalipticos me fascinam mesmo quando não são muito bons, e este foi um dos motivos que me fez colocar em minha Lista de Filmes a AssistirFilhos da Esperança (Children of Men)” de Alfonso Cuáron.

O cineasta mexicano ganhou ‘notoriedade’ no mundo da sétima arte com seu filme “E Sua Mãe Também (Y tu Mama Tambien)”. Outro trabalho que lhe rendeu bastante destaque foi ter feito o melhor filme da saga Harry Potter, pelo menos em minha modesta opinião, que foi o terceiro: “O Prisioneiro de Azkaban”. Para mim, “Filhos da Esperança” foi um dos 20 melhores filmes da década.

A trama se ambienta no ano de 2027 em Londres, cidade onde vive Theo (Clive Owen, Mandando Bala, Duplicidade), sujeito que parece não se importar muito com os problemas ao seu redor. Entre epidemias, vírus, problemas com imigrantes, o maior fardo que a humanidade carrega consigo é o fato de que ninguém consegue mais ter filhos a 18 anos.

 

Clive Owen e Julianne Moore

 

Theo parece estar tão alheio aos problemas do mundo que nem mesmo a morte da pessoa mais jovem do planeta o comove, enquanto o mundo chora e se desespera. Ele ‘desperta’ mesmo quando se vê envolvido num grande problema, proteger uma jovem que se encontra grávida. Não precisa nem dizer que esta tarefa é muito perigosa simplesmente pelo fato de ter ao seu lado o ‘objeto’ mais valioso do planeta.

Com boas participações de grandes artistas como Julianne Moore (Ensaio sobre a Cegueira) e Michael Caine (o eterno mordomo de Batman), Clive Owen assume a responsabilidade de protagonista muito bem, fazendo um excelente trabalho.

O melhor em “Filhos da Esperança” são duas cenas filmadas em uma só tomada (take), sem cortes ou edições (num único ‘plano-sequência’). Em uma destas a câmera acompanha Clive Owen correndo e tentando salvar a criança de um cena incrível de batalha, com tiros e bombardeio para todos os lados. Posso afirmar que só isso já valeria todo o filme.

 

Corre meu filho!

 

Além de uma história interessante e envolvente, de um trabalho muito bom dos atores e de cenas memoráveis e emblemáticas, “Filhos da Esperança” deixa a todos uma contundente crítica social. Ainda que Alfonso Cuáron deixe uma mensagem de fé e esperança (nunca uma adaptação/tradução de título de filmes para o cinema nacional foi tão feliz) na humanidade em seu desfecho, a situação mostrada no filme possui muitas semelhanças com o que vemos acontecer atualmente, e isso é o que mais assusta.

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