Todo mundo tem alguma história engraçada ou curiosa que já viveu nos cinemas, e foi por isso que resolvi criar esse editorial no blog, que era (agora todos os editoriais estão seguindo uma periodicidade digna aqui no Porra, Man!) um dos mais abandonados.

Por enquanto estou contando causos e contos de cinema que aconteceram comigo, mas é sempre oportuno lembrar que quem quiser enviar alguma história é só entrar em contato que publico e coloco as apresentações, links e o que mais “quiseres”.

Nada Acontece em Elizabethtown

No ano de 2005 d.C. fui ao cinema conferir “Tudo Acontece em Elizabethtown”, filme que contava com as participações de Orlando Bloom (o Legolas de Senhor Dos Anéis) e Kirsten Dunst (a Mary Jane do Homem Aranha) sem contar que era dirigido por Cameron Crowe, sujeito que me fez ir ao delírio com “Quase Famosos (Almost Famous)”, grande obra que figurou inclusive em meu Top 20 Melhores da Década (passada é claro).

A trama fala sobre um sujeito (Orlando Bloom) que criou um tênis em formato de arraia que gerou um prejuízo de 1 bilhão de dólares para a empresa. Seu chefe (Alec Baldwin, Simplesmente Complicado) não pensa nem duas vezes e demite o rapaz.  No meio disso tudo ele acaba recebendo a notícia que seu pai, que não via a tempos, faleceu.  Ele então vai até a cidade que seu pai vivia, reencontra familiares e também conhece uma aeromoça (Kirsten Dunst, Um Louco Apaixonado) que mexe com ele.

Paradoxalmente, o título nacional para mim não fazia nenhum sentido, porque mesmo com tantas tramas paralelas a sensação que eu tinha era que nada acontecia (pelo menos nada de interessante).

A minha experiência neste dia foi dolorosa, o filme se arrastava sem nenhum atrativo e eu já não agüentava mais a muito tempo, até que tomei a decisão de sair da sala. Raramente faço isso (fiz com “O Magnata”), mas, neste dia eu senti que tava merecendo. E o mais engraçado é que não fui o único a ir embora.

Lembro que Ramon na época pegou um ar incrível quando eu disse isso, se referindo que saí bem na melhor parte quando a banda toca e tudo pega fogo. Para mim aquilo mais parecia filme de gente metida a indie maduro que fica vendo subjetividades e metáforas em tudo.

4 Anos Depois, Tudo Acontece em Elizabethtown

Certo dia no canal Telecine liguei e estava passando justamente o filme que tanto odiei na época, e incrivelmente estava próximo da parte que tinha saído, resolvi então continuar. Com tanta gente recomendando talvez o final fizesse algum sentido.

Para minha grata surpresa o filme realmente acontece um pouco depois de onde tinha parado, e é justamente quando Drew pega a urna com as cinzas de seu pai e faz uma viagem que Claire preparou para ele, nos mínimos detalhes. Ele vai trilhando esse caminho e espalhando as cinzas do pai por diversos lugares interessantes. As partes que ele “conversa com seu pai” também são muito legais.

Ficou a lição, até mesmo filmes merecem uma segunda chance. E “Elizabethtown” figuraria em minha lista de grandes obras caso cortassem os dois terços iniciais do longa e reduzissem ele a uns 15 minutos, não faria falta e se tornaria uma excelente obra.

Além de uma bonita lição, “Tudo Acontece em Elizabethtown” deixa uma trilha sonora muito boa que vale a pena ser ouvida.

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