Guerra ao Terror (The Hurt Locker, 2008/2010 – Drama, Guerra: 131 min)

Dirigido por Kathryn Bigelow com roteiro de Mark Boal. Estrelando: Jeremy Renner, Anthony Mackie, Brian Geraghty, Guy Pearce, Ralph Fiennes, David Morse, Evangeline Lilly.

 

Devido a controversa estratégia de distribuição de filmes por aqui, um fato no mínimo curioso fez com que Guerra ao Terror (The Hurt Locker) aparecesse primeiro em DVD e só depois desse as caras nos cinemas. O antes inviável e com pouca perspectiva de lucro, hoje se trata de um dos favoritos ao Oscar (com 9 indicações) e que já abocanhou mais de 50 outros prêmios. E realmente se trata de uma produção digna de todas as críticas e repercusões positivas que vem recebendo mundo afora.

A trama segue a trajetória de um grupo de soldados americanos nos seus últimos dias em missão no iraque. Numa tentativa de desarmar uma bomba, o sargento Matt Thompson (Guy Pearce, Amnésia) acaba morrendo. Para seu lugar surge então Willian James (Jeremy Renner), um sujeito tido por alguns como o melhor e mais ousado desarmador de bombas, enquanto para outros parece ser apenas um completo insano e incosequente.

Com ares de documentário, “Guerra ao Terror” foi o melhor filme sobre a guerra do Iraque que já assisti. Sem ficar querendo demonstrar cenas heróicas ou melodramáticas e fantasiosas, a escolha de colocar nos papéis principais atores menos conhecidos, deixando os mais famosos como meros coadjuvantes, ajuda a intensificar a proposta de demonstrar o conflito de uma forma real.

O fato da guerra colocar soldados para arriscar as suas vidas em meio a insurgentes dispostos a matar e morrer, com tantas bombas a serem desarmadas no meio de Bagdá entre tantos civis (como indentificar os inocentes no meio daquele inferno?) , é realmente assustador. O grupo Bravo tem apenas 38 dias para cumprir sua missão, mas cada dia que passa demonstra ser uma tarefa piscologica e fisicamente bastante desgastante.

Muito mais que um retrato fiel do conflito no Iraque, o filme nos demonstra que entre as dificuldades de uma guerra a humanidade pode ser deixada um pouco de lado. E no meio de tanta gente temos os que estão definitivamente no lugar errado, os que estão loucos para voltar e ainda os que estão tão viciados naquilo tudo que , para eles, a palavra “lar” ou “família” pode assustar mais do que cortar fios de explosivos.

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