Feliz Natal (Drama: 2008 – 100 min)

Dirigido por Selton Mello com roteiro por Selton Mello e Marcelo Vindicato. Estrelando: Leonardo Medeiros, Darlene Glória, Graziella Moretto, Lúcio Mauro, Paulo Guarnieri e Fabricio Reis.

Com uma passagem relativamente curta pelos cinemas no final do ano de 2008, acabei não conseguindo conferir a estréia de Selton Mello (A Mulher Invisível, O Cheiro do Ralo) como diretor e roteirista. A curiosidade em conferir o trabalho de um ator que sou fã sempre existiu e “Feliz Natal” se mostrou como um projeto um tanto quanto chato e difícil de se assistir, ao menos para mim.

A trama segue a vida de Caio (Leonardo Medeiros, Budapeste), um sujeito no alto dos seus 40 anos que trabalha em um ferro-velho no interior. Ele decide retornar a capital na festa de Natal onde visita seu irmão, que por sua vez tem problemas com a esposa. Lá estão também sua mãe totalmente dependente do álcool e remédios e também seu pai (separado e se gabando por estar com uma mulher mais jovem) que não lhe dá nenhuma atenção.

Caio ainda volta para reencontrar velhos amigos e acaba se lembrando da vida totalmente inconsequente que levava. A mistura de dramas pessoais de todos os personagens que vão sendo afetados (e afetam também) Caio são apresentadas de forma bastante vagarosa, o que acaba por ser um trabalho árduo de paciência para quem não se identifica com obras deste tipo.

Que me desculpem os críticos e entendidos de cinema mas, para mim, ficar analisando metáforas e planos de sequência ou mensagens nas entrelinhas nem sempre é divertido. Selton Mello me pareceu querer fazer um filme para mostrar que entende de cinema e é um sujeito muito “maduro“. Como um simples apreciador que comenta filmes de forma ‘amadora’, “Feliz Natal” me proporcionou 100 minutos de tédio.

Se tiver que apontar o que me agradou nesta obra posso dizer que foi o elenco. Leonardo Medeiros consegue mostrar muita maturidade em fazer uma pessoa sofrida pelos dramas e consequências de seus atos de forma bastante convincente. O restante do elenco também demonstra ter entendido o que Selton Mello desejava retirar deles.

Ainda que tenha recebido boas indicações da crítica mais especializada, este primeiro trabalho de Selton Mello como diretor e roteirista não me agradou muito. Talvez eu é que não esteja preparado para ficar analisando balançar de cortinas, câmeras focando diálogos a centimetros de distância (que me causaram na verdade um agonia tremenda) ou até mesmo metáforas escondidas. E, de fato, prefiro mesmo é continuar despreparado para idolatrar filmes chatos como “Feliz Natal“.

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