Vício Frenético (Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans, 2009 – 121 min)

Direção: Werner Herzog
Roteiro: William Finkelstein
Elenco: Nicolas Cage, Eva Mendes, Val Kilmer, Xzibit, Fairuza Balk, Brad Dourif
Gênero: Policial

Sinopse: Nova roupagem para o cult “Vício Frenético” feito por Abel Ferrara, que contava a história de um policial (o mau tenente do título original) envolvido com drogas, bebida, jogo e corrupção. Como redenção à vida bandida, ele faz de tudo para colocar atrás das grades os estupradores de uma freira.

O último bom filme que tinha visto com o Nicolas Cage tinha sido “O Sol de Cada Manhã (The Weather Man)” e isso já fazem uns 3 anos, inclusive uma das lições que tinha aprendido ano passado era que ele só podia estar brincando e não atuando. E posso dizer, com um certo alívio, que finalmente voltei a ver o velho Cage dando um show. Não é nenhum Adaptação ou Cidade dos Anjos por exemplo, mas no meio de tanta coisa ruim que ele vinha fazendo, “Vício Frenético” se encaixa perfeitamente como uma revigorada em sua carreira como ator.

Dirigido pelo alemão Werner Herzog, do qual nunca tinha visto nenhum trabalho ainda, “Vício Frenético (Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans“, trata-se na verdade de um remake da produção de 1992 de Abel Ferrara. Na trama Nicolas Cage vive um policial que não é um belo exemplo por sempre estar envolvido com drogas, bebidas, jogos e corrupção. No meio de tudo isso ele ainda corre atrás de alguns bandidos.

Filmes policiais não são muito a minha praia, mas me interessei em assistí-lo após ter visto Nicolas Cage totalmente alucinante nos tralers (sem contar a indicação de Ramon). No filme, entre as investigações do tenente e seu carinho com sua namorada vivida pela bela Eva Mendes, as cenas reais vão se misturando com as alucinações vividas por ele.

O ritmo às vezes fica um pouco arrastado, ainda assim, só a atuação insana de Cage e ainda um par de cenas geniais valem o ingresso. E por mais incrível que possa parecer, principalmente após os seus últimos hediondos trabalhos no cinema, é mesmo o ator aliado a uma trama envolvente que fazem de “Vício Frenético” uma ótima pedida. A indagação que é deixada no final prefiro considerar simplesmente como mais um dos vários surtos apresentados durante a história..

 

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