Nine (2009/2010 – 118 min)

Direção: Rob Marshall
Roteiro: Michael Tolkin, Anthony Minghella
Elenco: Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Nicole Kidman, Judi Dench, Kate Hudson, Sophia Loren, Stacy Ferguson
Gênero: Musical, Drama.

Sinopse: O cineasta Guido Contini luta para ter harmonia em sua vida pessoal e profissional, às voltas com sua esposa, sua amante e sua mãe. Baseado no musical Nine, por sua vez inspirado no filme 8½, de Federico Fellini.

 

Apesar de não ser um dos meus gêneros preferidos, o musical “Nine” lançado ano passado lá fora, era um dos filmes mais esperados do ano. Seja pela presença de diversas beldades que vão de Nicole Kidman a Penélope Cruz, seja pela presença do monstro ator Daniel Day-Lewys ou pelo simples fato de ser dirigido por Rob Marshall, que ganhou vários prêmios e Oscars com Chicago, “Nine” se tratava mesmo de um aguardado lançamento.

A trama de Nine segue a vida do diretor de cinema Guido Contini (Daniel Day-Lewys, Sangue Negro) que se vê em desespero para conseguir escrever o roteiro e realizar o filme “Italia“, muito esperado pelos fãs e setores de imprensa. Ele luta no meio deste turbilhão de problemas para ter harmonia em sua vida pessoal e profissional, em meio à sua adorável esposa (Marion Cotillard, “Piaf: Um Hino ao Amor“), sua amante (Penélope Cruz, Abraços Partidos) e as memórias de sua mãe (Sophia Loren).

Para mim que não sou muito chegado ao gênero musical, a questão de colocar os números musicais como divagações e externações dos pensamentos e sentimentos do cineasta Guido foi um ponto positivo. Realmente tenho um pouco de aversão a filmes em que as pessoas se comunicam e andam cantando.

O grande problema de Nine é mesmo a alternância de bons e maus momentos, sendo que a corda pende mais para o lado dos momentos chatos e sem carisma. Para mim como destaque ficaram dois números musicais, o de Fergie Be Italian” e toda areia esvoaçante e o de Kate Hudson com a canção “Cinema Italiano“, é a melhor cena/número musical de todo o filme, mesmo Kate Hudson sendo a mais fraca de todas as atrizes.

Não estou aqui dizendo que é um filme ruim, mas deixou um pouco desejar. As beldades estão todas lá com seus devidos momentos de dança e cantoria, de modo a servir como verdadeiras musas o ator Daniel Day-Lewis e o desfecho é até bonito e interessante, entretanto, o caminho a percorrer até ele é tão tortuoso e pouco inspirativo que a única coisa que fiz ao deixar a sala foi sair cantando “I Love his Cinema, Italiaaano“.

 

Related Posts with Thumbnails