Antes de começar a delongar por aqui com assuntos que não tem a ver com o tema deste meu querido blog, aviso que as atualizações deram uma parada devido a alguns chatos fatos ocorridos comigo, e por viver nessa Terra de Ninguém chamada Salvador (mas vale para todo o Brasil, qualquer cidade), acabei ficando sem o tempo necessário para postar.

No último dia 3 de novembro deste ano, tive meu veículo furtado num super-mercado aqui da cidade, o G. Barbosa do bairro Costa Azul. Parei para fazer um lanche antes de ir para minha pós graduação e quando voltei o carro não estava mais lá. Fui até o setor de segurança e recuperaram as imagens do assaltante e de um outro suspeito. Elas ficaram nítidas e visíveis entretanto não houve interesse dos responsáveis pela segurança na cidade em ter estas imagens.

Por alguma sorte, vamos acreditar nisso, meu veículo foi encontrado por volta da meia noite do mesmo dia. Sem o rádio, sem a tampa do som, sem nenhum pertence e com algumas avarias (amortecedor e outras besteiras). Nada demais e fora do corriqueiro aqui, além é claro de eu ter recuperado meu veículo em pouco tempo.

Chegando na delegacia de furtos e veículos perdi um dia inteirinho para poder levar meu carro para casa novamente, já que tinha que tirar a queixa do furto, apresentar veículo, autenticar documentos, fazer vistorias e esperar a liberação. Enquanto para se roubar o carro levaram 10 minutos, para achar o meu veículo – com ajuda de alguns policiais de um outro bairro daqui de Salvador (Pirajá) que me ligaram – se passaram 6 horas. Para eu conseguir que meu veículo voltasse a ser legalmente um carro livre e não taxado como roubado eu perdi o dia inteiro, por volta de quase 11 horas.

E seria muito cômodo e esperado eu afirmar aqui simplesmente que é culpa da morosidade dos funcionários públicos, mas o problema é muito mais amplo e quem fala isso diz sem conhecimento algum, sem ter passado por esta inconveniência e ter percebido todos os problemas.

Vejamos, num local sem nenhuma condição de trabalho com equipamentos velhos ou danificados, com uma enxurrada de gente que sequer sabe perguntar, conversar, informar ou no mínimo ler (isso vale para os alfabetizados é claro) os avisos pregados nas paredes eu vou me queixar apenas da malemolência ou falta de interesse no trabalho de alguns profissionais? O problema está em todos os lados, todos tem sua parcela de culpa.

E a causa data de mais de 500 anos atrás quando os portugueses aportaram aqui e começaram a explorar nossas riquesas e enviar pessoas sem o mínimo de caráter ou educação para colonizar nosso país. Do jeito que a gente percebe tudo acontecendo a nossa volta brasil a fora, eu não sei se daqui a 500 anos na frente (se é que sobreviveremos a 2012) as coisas vão estar melhores.

Estou passando dias de cão ultimamente, mas tal como o Entei eu fui forte e posso dizer que está tudo bem agora. Numa festa de halloween aqui em casa dois carros no meu bairro, com 6 amigos ao todo foi tomado de assalto, levando celulares e pertences. Pouco antes um amigo que iria para a mesma festa teve o sogro assaltado em outro local da cidade. Uma amiga teve sua carteira roubada num shopping e outro conhecido foi assaltado com mais 4 amigos a 2 dias atrás.

E reclamar destes “bobos” fatos é grande problema? Seria se vivessemos num país sério, mas no Brasil isso é nada comparado ao sofrimento e falta de justiça que tantas pessoas passam, sem setirem seguras sequer de ir numa padaria comprar pão.

Certo dia ouvi ou li em algum lugar alguém dizendo que a única saída para o nosso Brasil era o aeroporto. Começo a querer concordar com esta afirmação.

Voltamos a nossa programação normal…

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