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2012 (2009 – 158 min)

Direção: Roland Emmerich.
Roteiro: Roland Emmerich, Harald Kloser.
Elenco: John Cusack, Chiwetel Ejiofor, Oliver Platt, Amanda Peet, Thandie Newton, Woody Harrelson, Zlatko Buric, Danny Glover, Thomas McCarthy.
Gênero: Ação, Ficção Científica.

Sinopse: A cultura Maia afirma que a terra, como a gente conhece, terá um fim no ano de 2012. A teoria revela que o fim da terra começa com o alinhamento planetário e uma inversão dos pólos da Terra após um grande tsunami. Após isto o caos se instala e o planeta terra começa a se tornar inabitável.

Existem tipos de filmes que me atraem, e mesmo quando são ruins, não me fazem desistir de assistir o próximo da fila. Filmes catástrofes me atraem e não tem bem um porquê, gosto de ver tudo indo pelos ares e foi esse o principal (talvez o único) motivo de ter feito me deslocar de minha casa para assistir “2012” na maior tela de cinema de Salvador. Só que, infelizmente, Roland Emmerich exagerou em tudo. Da divulgação até as tentativas vãs e tolas em dar profundidade teórica (filosófica também) ao ‘fim dos tempos‘, ele destruiu a principal ‘graça‘ de produções deste gênero.

John Cusak perdido

John Cusak perdido

A cultura Maia afirmou que a terra terá o seu fim em 2012, e essa teoria não aparece no filme acho que nem 10 segundos. E pra quem for ver o Cristo Redentor caindo como nos trailers, aliás a ‘Estátua do Cristo‘, contente-se com seus 2 segundos de fama e passe bem. Os efeitos especiais oscilam bons e maus momentos, algumas cenas são muito boas mas tem passagens que parecem que foram feitas de qualquer jeito.

Ao tentar agradar a todos os lados, Roland Emmerich rechea 2012 de absurdos. Perde-se muito tempo tentando dar boas explicações para tudo, jogam-se uns dramas familiares batidíssimos e situações clichês de montão. Porque não simplesmente ter um filme apenas divertido com tudo explodindo e indo pelos ares? E o mais engraçado é que ele se inicia dessa forma, frenético, com muita ação e boas risadas.

Dramas familiares, lógico

Dramas familiares, lógico

O elenco é muito bom a começar pelo John Cusack, que parece estar totalmente fora de contexto, principalmente para quem acompanha a carreira deste ator. Danny Glover faz um Barack Obama genérico e temos mais trocentos personagens descartáveis. Quem assistiu não sei se reparou, mas quem ainda for ver preste atenção em um cientista da cúpula americana – trata-se do ator John Billingsley – ele passa o filme todo com cara de embreagado, é hilariante.O único que rouba a cena com um personagem divertidíssimo é o Woody Harrelson que faz um alucinado que tem um programa sobre o fim do mundo numa rádio.

E o mais triste em 2012, pelo menos em minha opinião, é ter me feito rir em momentos que eram pra ser tensos. As caras de espantos e explicações estapafúrdias dadas, ou até mesmo o cientista com cara de bêbado me fizeram rir horrores, acho que as pessoas do cinema estavam sem entender nada. Tem até a cena para torcer pro cachorrinho do filme, me lembrou Volcano e o cachorro que entra na casa pra pegar um osso e sair correndo.

Algumas cenas são bem alucinantes

Algumas cenas são bem alucinantes

Posso até parecer chato e dessa vez ter fugido do contexto de minhas resenhas sobre filmes, mas preferi falar abertamente o que senti ao ver “2012“. Não sou louco de não concordar que é um filme com muito apelo e que digo sem medo, para todos aqueles que gostaram de filmes como “O Dia Depois de Amanhã” ou ainda “Independance Day” (do próprio diretor/roteirista), que aqui é tudo o que você já viu e espera, só que mais absurdo em todos os sentidos.

Não ligo muito se o filme é cheio de clichês e não estou indo no cinema sempre ver uma obra prima ou algo original, mas a verdade é que “2012” me fez rir de tanta coisa e nas horas erradas que no final das contas um regular está de bom tamanho. Afinal, pegar cenas consagradas e extender durante mais de 2 horas e meia não é lá algo para se levar tanto mérito.

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