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Gamer (Gamer, 2009 – 95 min)

Direção: Mark Neveldine e Brian Taylor
Roteiro: Mark Neveldine e Brian Taylor
Elenco: Gerard Butler, Amber Valletta, Michael C. Hall, Logan Lerman, Kyra Sedgwick, Alison Lohman, Terry Crews, Ludacris, Milo Ventimiglia, John Leguizamo.
Gênero: Ação, Ficção Científica.

Sinopse: No futuro, as pessoas poderão jogar videogame tomando o controle do corpo de outros seres humanos. Os detentos são convocados para participar desse tipo de jogo, com um acordo. Quem sobreviver a 30 sessões de jogo ganha a liberdade.

Duas coisas me atrairam para fazer de Gamer um dos filmes mais esperados por mim este ano. Em primeiro lugar a dupla de diretores e roteiristas do eletrizante e divertidíssimo Adrenalina, e em segundo lugar a premissa do filme. Essas questões de futuro em que cada vez mais as pessoas adentram no mundo virtual, as questões de ética e tudo mais que implicam usar detentos morrendo como forma de diversão me atraem, ainda que não sejam nada originais estas idéias.

 

O jogador e seu slayer

O jogador e seu slave

 

A trama mostra um futuro onde as pessoas jogam games tomando o controle do corpo de outros seres humanos. Em um desses games, detentos do corredor da morte são convocados para jogar um saguinolento jogo no melhor estilo “Counter Strike“. Quem sobreviver a 30 sessões ganha a liberdade. É aí que entra em cena o personagem Kable, cujo o “slayer” (alusão ao nome do jogo que quer dizer ‘escravo’) é Tilsman (Gerard Butler, A Verdade Nua e Crua), um prisioneiro que sonha em ver sua filha e esposa assim que conseguir se livrar deste jogo mortal.

Ainda que menos alucinante e insano do que Adrenalina, Gamer começa de forma frenética. Câmeras rápidas, cenas de ação com muita explosão e sangue e trilha sonora bastante divertida. O filme caminhava muito bem até uma cena em que Kable/Tilsman dá partida num carro vomitando vodka e urinando no tanque. A partir daí a história muda de figura e os rumos do filme realmente não me agradaram o bastante.

 

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O Cavaleiro e a Donzela

 

 

Confesso que fiquem sei entender onde os diretores/roteiristas queriam chegar depois da “virada” na trama. Junte-se a isso algumas cenas com altos níveis de vergonha alheia, como dancinhas medonhas para a preparação de uma luta, e temos um filme que infelizmente tropeça na própria história. Mesmo com um bom elenco escalado, Gamer é no geral fraco. A tentativa foi boa mais o tiro acabou pegando de raspão e sem direito a “insert coin to continue“, ainda que nos créditos surja esta opção.

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