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O Contador de Histórias
(Brasil, 2009 – 109 min)
Direção: Luis Villaça.
Roteiro: Mauricio Arruda, José Roberto Torero e Mariana Veríssimo, Luis Villaça.
Elenco: Marco Antonio, Paulo Henrique, Maria de Medeiros, Malu Galli, Victor Augusto, Clayton dos Santos da Silva.
Gênero: Drama, Biografia.

Sinopse: O filme mostra a vida de Roberto Carlos Ramos, pedagogo mineiro e um dos melhores contadores de história da atualidade. Criado na Febem desde os seis anos de idade, aos 13 anos ele conhece a pedagoga francesa Margherit Duvas, que mudou sua vida radicalmente.

Não sei se preciso me desculpar por isso, mas o fato é que só conhecia dois “Robertos Carlos” antes do filme “O Contador de Histórias“, aquele que ficou amarrando a chuteira no gol da França na copa de 2006 e o nosso grande cantor o rei. E é uma pena, pois a história de Roberto Carlos Ramos, tido como um dos dez maiores contadores de histórias do mundo, é muito bonita (apesar de ter sido bastente dura).

Misturando elementos reais com fantasiosos, a trama narra a história de vida de Roberto Carlos Ramos. Ainda criança ele foi deixado na Febem por sua mãe, que acreditava que assim ele viraria um ‘doutor’. Criado neste ambiente não muito saudável, aos 13 anos de idade ele conhece a pedagoga francesa Margherit (Maria de Medeiros). Depois de um forte trauma, e sendo acolhido como um filho por Margherit, sua vida se transforma.

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Robertô é interpretado por 3 atores, sendo que os dois mais novos (Marco Antonio e Paulo Henrique) estão excelentes no papel. Boa participação também a de Maria de Medeiros como a pedagoga francesa. As atuações e situações do filme estão todas feitas para emocionar e também dar seus pitacos no sistema educacional brasileiro, principalmente no que se diz respeito às condições que os jovens encontravam (e ainda encontram hoje em dia, talvez muito pior até) na Febem.

O melhor do filme fica mesmo no início, quando temos as histórias com elementos ficcionais, a exemplo da professora de educação física “gigante” que quando narrada por Roberto assume a forma de um hipopótamo. Este início faz lembrar o grande filme de Tim Burton Peixe Grande (Big Fish)“. É uma pena que quando vamos caminhando para a metade final do filme apenas um drama convencional é apresentado.

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Sem querer mudar a história do cinema, sem querer sair do convencional em toda sua projeção, “O Contador de Histórias” se mostra um bom filme. Poderia ter sido melhor e mais ambicioso se seguisse até o fim como começou. Não é daqueles que eu recomendaria você ir urgentemente assistir, ainda sim, a difícil e bonita história de vida e de superação de Roberto Carlos Ramos compensa quaisquer outros defeitos de narrativa ou qualquer outra coisa mais que alguém possa encontrar nesta obra.

Dica para quem for assistir: Não saia correndo, fique até o final e acompanhe o verdadeiro Roberto Carlos Ramos contando uma história, vale a pena 🙂

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