Duplicidade (Duplicity, 2009 – 125 min)

Direção: Tony Gilroy.
Roteiro: Tony Gilroy.
Elenco: Clive Owen, Julia Roberts, Tom Wilkinson, Paul Giamatti, Dan Daily, Oleg Shtefanko, Lisa Roberts Gillan.
Gênero: Suspense, Comédia.

Sinopse: No filme, Clive Owen e Julia Roberts serão dois amantes que atuam como espiões em corporações rivais, mas resolvem se unir em uma missão para aplicar um grande golpe.

Não faltaram bons motivos para eu querer conferir “Duplicidade (Duplicity)” nos cinemas. O diretor e roteirista Tony Gilroy já tinha ganho minha admiração quando fez o excelente “Conduta de Risco“, e aqui ainda estava novamente trabalhando com Tom Wilkinson. Gosto muito também dos atores Paul Giamatti e Clive Owen que fizeram o divertidíssimo e absurdo “Mandando Bala“. Ainda temos Julia Roberts trabalhando novamente com Owen depois de “Closer“.

Quando vi o trailler pensei que seria algo próximo a “Sr. e Sra Smith“, mas estava enganado. Na verdade temos um filme de espionagem, romance (com tons mesmo de comédia romântica) e diversão, algo mais para a franquia “11 Homens e um Segredo” misturado com “Queime Depois de Ler“. A grande sacada deste longa é realmente o seu roteiro.

Na trama Ray (Clive Owen) e Claire (Julia Roberts) são espiões de corporações rivais que decidem fazer uma grande jogada juntos para se aposentarem milionários. Só que para o plano dar certo eles precisam confiar um no outro, o que para espiões é algo quase impossível. O resultado deste conflito nos traz boas e divertidas cenas e muitos flashbacks. Se você não ficar atento pode ficar completamente perdido.

Só a cena inicial com os créditos do filme onde temos Paul Giamatti e Tom Wilkison engravatados numa luta em câmera lenta ja valeria o filme. Fora isso os dois roubam totalmente a cena quando aparecem, sempre com frases muito bem colocadas. O trabalho de todo o elenco é realmente muito bom.

Quando tudo parece estar meio confuso chega seu desfecho inteligentíssimo e muito divertido. É aí que vemos que todas aqueles ‘vai-e-vens’, flashbacks e falas repetidas tinham realmente um sentido, não era simples devaneio e loucura do Tony Gilroy. Tudo se encaixa perfeitamente e o resultado é um filme bastante divertido. Para quem gosta de tramas inteligentes com espionagem e boas atuações vale muito a pena.

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