Budapeste

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Budapeste (2009 – 113 min)

Direção: Walter Carvalho.
Roteiro: Rita Buzzar.
Elenco: Leonardo Medeiros, Gabriella Hármoni, Giovanna Antonelli.
Gênero: Drama

Sinopse: José Costa é um escritor anônimo que viaja para Budapeste. Ele sente um amor incondicional pela cidade e envolve-se cada vez mais com seu idioma.

Baseado no romance do grande compositor e cantor Chico Buarque, “Budapeste” dividirá bastante opiniões. Talvez este seja um dos filmes mais complicados para você indicar para alguém assistir. Enquanto achei ele ótimo, na minha sessão tiveram pelo menos 3 pessoas que levantaram e foram embora indignadas, e ainda mais uma boa leva de gente que ficou até o fim e saiu sem entender nada, reclamando de tudo.

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Ficar aqui divagando sobre as diferenças entre a obra literária e o longa seria perder tempo, afinal são mídias diferentes e eu nem li o livro também. O que eu posso comentar mesmo é sobre o ótimo filme que assistí. Como é bom ir ao cinema e ser agradavelmente surpreendido, melhor ainda quando é algo nacional (não 100% tudo bem, temos a parte húngara, dentre outras).

Não posso negar que se trata de um filme denso, cheio de metáforas e deixas sutis, talvez por isso não seja um filme “fácil“. Se você vacilar não acompanha mesmo, e pode ficar perdido com tudo que é apresentado. Eu particulamente já gostei de cara do filme, logo no início as primeiras palavras já foram suficientes para me manter totalmente compenetrado.

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Na história somos apresentados à José Costa (Leonardo Medeiros), um grande – mas anônimo para seu desgosto – ghost writer (escritor anônimo, vamos simplificar) carioca. Certa feita ele para (sem acento é triste) na capital húngara acidentalmente. Ele se apaixona pela cidade, por Kriska (a linda Gabriella Hámori), sua intérprete e professora de húngaro, que é a língua que até o Diabo respeita, e que conta logo com a enorme admiração de José Costa.

Budapeste entre tantas idas e vindas, sejam elas de tempo ou de belos cenários e também de belas mulheres, que são sempre bem vindas totalmente nuas (Giovana Antonelli inclusive), pode deixar parte do público perdida e outra parte encantada. Faço parte das pessoas que adoraram, realmente um ótimo filme.

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Ao invés de indicar “Budapeste” eu vou deixar apenas um aviso. Se estiver a fim de conferí-lo vá com cautela e esteja preparado. Se viu o trailer e os cartazes e está achando que é apenas um romance com belas atrizes, historinha básica de amor na Hungria, tome cuidado, você pode se assustar com o que vai ver. Eu me espantei realmente, mas de forma positiva. Eu peço cautela para você não ser mais um do grupo dos que vão levantar e ir embora antes do término do filme, um pecado eu sei, mas esteja avisado.

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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4 Comments

  1. Eu também achei um grande filme, mas muita gente não entendeu – o que é uma pena. O filme é simples aparentemente, mas bem denso e cheio de nuances. Melhor assim.

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  2. Hoje eu vou ser chata!

    Acho que o meu problema foi ter lido o livro. Esperava um filme muito mais complexo do que o apresentado.

    Os muitos resquícios da direção de fotografia atrapalham o andamento e existe uma tentativa de tornar tudo mais comercial que destrói a história original.

    Beijocas!

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  3. Realmente por ter lido o livro vocÊ tem outra visão do filme, assim como eu que não o li

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Trackbacks/Pingbacks

  1. Marcio via Rec6 - Budapeste - Crítica do filme... Budapeste entre tantas idas e vindas, sejam elas de tempo ou de belos cenários…
  2. Lições que aprendi com o Cinema em 2009 | Porra, man! - [...] Budapeste não é cinzenta, é amarela.- Búlgaro é a lingua que até o diabo [...]

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