Divã

Divã (Brasil, 2009 – 93 minutos)diva-poster

Direção: José Alvarenga Jr.
Roteiro: Marcelo Saback, baseado em livro de Martha Medeiros.
Elenco: Lília Cabral, José Mayer, Alexandra Richter, Cauã Reymond, Reynaldo Gianechinni
Gênero: drama, comédia.

Sinopse: Mercedes é uma mulher de 40 anos que vive às voltas com as alegrias e desafios da sociedade contemporânea. Casada e mãe de dois filhos, Mercedes decide, mesmo sem saber bem o porquê, procurar um psicanalista. E, assim, o que antes era apenas uma curiosidade, se transforma em uma experiência devastadora, que provoca uma série de mudanças em sua vida cotidiana.

Não vou mentir que fui com um pé atrás conferir Divã, protogonizado por Lília Cabral, nos cinemas. Ao contrário do que estava esperando vi um bom filme. Divertido e com algumas doses de dramas, mesmo sem ter um primor de roteiro e nada de espetacular é possível se entreter com esta obra de José Alvarenga (Os Normais – O Filme) desde que você não seja muito exigente.

Na trama conhecemos Mercedes (Lilia Cabral) que no alto de seus 40 anos possui uma vida ‘normal’, até demais para o seu gosto. Casada, dois filhos e um marido ‘padrão’ em casa. Ela então decide procurar um psicanalista sem saber direito o porquê. A partir daí ela parte para uma série de mudanças em suas vidas.

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Mesclando drama com cenas engraçadas, algumas manjadas para atrair um fácil riso seu, o filme se desenrola tranquilamente. Não deixa de possuir uma temática mais pro público feminino, mesmo assim tem cenas e situações para os homens se divertirem um pouco também. O elenco trabalha bem com destaque claro para a Lilia Cabral que está muito bem no papel da protagonista. Os galãs Cauã Reymond e Reinaldo Gianechinni parecem estar no filme somente para atrair as mulheres.

Divã consegue ser agradavelmente engraçado sem parecer idiota e também dramático sem ser apelativo e piegas. É um bom exemplo de cinema nacional, comercial (por que não?) e de bom gosto. É um filme que tem lá seu lado ‘televisivo’, e por isso mesmo deve cair no gosto do público mais comum. Se você está a fim de assistir algo divertido, e não for do tipo muito ‘exigente’, tem tudo para gostar desta obra.

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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8 Comments

  1. Eu só levo a sério esse filme por ser um exemplo de um filão do cinema nacional que estava em falta. Sou fã dos nossos cineastas, mas também não podemos viver só de cine cult.
    De resto, “divã” é bem fraquinho ehhehe

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  2. Realmente não é um primor de filme, mas eu achei agradável ainda sim.

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  3. É man, vc ainda não se tornou 100% cult maduro, ainda consegue gostar desse tipo de filme.
    aahahhahahaha
    Tive coragem de ver isso não, minha namorada que viu e não gostou.

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  4. Não sou tão chato e preconceituoso com estes tipos de filme como você rei. Fui conferir e não é ruim mesmo não. Também como disse não é nada de espetacular, passa facilmente

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  5. Uns dos poucos filmes brasileiros de comédia que assisti e que aprovei. 🙂

    Muito do caramba.

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  6. Eu achei o filme bem fraco. Ele tem tudo pra ser interessante e não é. Não sei se é a interpretação global dos atores ou se é a própria construção da narrativa, mas o filme fica com um gosto de sorvete do McDonalds, sabe? Parece gostoso mas é vazio? E não é opinião cult não, eu achei fraquinho mesmo na frente de outros como “A dona da história” que é bem mais palatável.

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  7. o filme é muito fraco, critica cincera, o diretor, jorge, ele é uma vergonha, ele faz o que muitos brasileiros odeiam que é fazer o nosso pais parecer com os estados unidos, ele até já comentou isso, o filme tem tudo o que os estados unidos tem, e isso desaponta muito, a historia é fraca, precisaria de mais impacto, como o amigo ai de cima disse, “parece gostoso mas é vazio”, cinceramente pensei que o filme fosse mais brasileiro, mas ele já começa mostrando a vida cotidiana dos estados unidos, e quando isso acontece, o filme é um lixo, e é isso o que o “divão” é, lixo
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    • Obrigado Braiam pelo elogio.

      Não é só porque o filme é do tipo enlatado americano que necessariamente um lixo, a gente também pode e deve fazer filmes comerciais com o unico intuito de diversão, só não deve virar regra.

      O cinema brasileiro tem bons exemplos de ideias nossas, ideias originais e muito bem executadas e seria melhor realmente se todas as produções daqui se espelhassem nisso.

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Trackbacks/Pingbacks

  1. Marcio via Rec6 - Divã (2009) - Crítica do Filme... Divã consegue ser agradavelmente engraçado sem parecer idiota e também dramático sem ser…

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