Che – O Argentino (El Argentino – EUA 2008, Brasil 2009. 134 Min)
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Direção: Steven Soderbergh
Roteiro: Peter Buchman, Benjamin A. van der Veen.
Elenco: Benicio Del Toro, Demián Bichir, Rodrigo Santoro.
Gênero: drama, biografia.

Sinopse: Conheça a trajetória do líder revolucionário argentino Ernesto Guevara de la Serna, mais conhecido como Che Guevara, tem início no ano de 1956, quando Che e exilados cubanos, como Fidel Castro, encontram-se no México, articulando resistência militar contra o governo ditador de Fulgencio Batista, em Cuba.

Independente de todos os possíveis pontos de vista, é inegável que Ernesto “Che” Guevara é um dos maiores ícones da história. Eu particulamente afirmo, sem nenhum receio, que nunca fui “” desse sujeito e sempre enchi o saco de quem andava com seus ideais e camisas (como não?) só no intuito mesmo de tumultuar. Steven Sordebergh num projeto ambicioso e corajoso resolveu trazer ao cinema a história deste mito, mas de uma forma mais humana e não poetisada.

O projeto original ficou tão grande – um total de 4 horas e meia – que foi preciso dividir o filme em dois para que ele pudesse ser exibido comercialmente. Talvez isso possa ter afetado um pouco a minha opinião desta primeira parte “Che – O Argentino (El Argentino)“. É sim um belo filme, na verdade é quase um documentário e Soderbergh utiliza inclusive cenas em preto e branco, entretanto, achei um pouco grande e monótono.

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A trama desta primeira parte segue os passos de “Che” (Benício Del Toro) juntamente com Fidel Castro (Demián Bichir) na revolução cubana. O filme mostra ainda alguns ‘flashs’ de entrevistas e também seu famoso discurso na ONU. O desenrolar é simplista, não existe aqui nenhuma intenção de romantizar ou mistificar a história por trás do homem. Aqui temos mais cenas de guerrilha e de como aos poucos ele foi se tornando um revolucionário ímpar.

Eu sei que tiveram muitas críticas o apontando como um excelente filme, mesmo assim, tenho a cara de pau suficiente para dizer que gostei sim, mas não achei nada de espetacular. Sinceramente, tiveram alguns momentos em que eu contava o tempo para ver se ainda iria demorar muito, já que é tudo um pouco arrastado. Definitivamente é um bom filme só que mais indicado para curiosos e entusiastas de Guevara.

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Assim que conferir a segunda parte intitulada “Guerrilha” darei outro parecer sobre esta obra de Steven Soderbergh. Quem sabe não mudo um pouco de opinião e gosto mais? Só posso garantir uma coisa: simpatia por “Che” acredito que dificilmente um dia terei.

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