Archive for May, 2009
Anjos da Noite: A Rebelião (Underworld: Rise of the Lycans)
May 29th


Anjos da Noite: A Rebelião (Underworld: Rise of the Lycans, 2009 – 92 min)
Direção: Patrick Tatopoulos.
Roteiro: Len Wiseman, Robert Orr, Danny McBride.
Elenco: Michael Sheen, Bill Nighy, Rhona Mitra, Steven Mackintosh, Kevin Grevioux, David Ashton, Geraldine Brophy, Leighton Cardno, Alex Carroll.
Gênero: Ação
Sinopse: O terceiro filme da épica saga Anjos da Noite retorna no tempo para contar as origens do conflito entre os aristocráticos Vampiros conhecidos como Mercadores da Morte e os bárbaros Lycans, uma linhagem de lobisomens violentos.
Vampiros e Lobisomens, batalha secular que figura em diversas HQs, RPGs – Vampiro: A Máscara e Lobisomen – O Apocalipse, já joguei os dois – historias de terror, em fim, é algo bastante frequente na cultura pop. Meu interesse em ver o primeiro filme da trilogia “Anjos da Noite (Underworld)” foi mais por trazer essa ‘guerra’ para os tempos atuais. O leste europeu que serviu como local do primeiro filme trazia, ao menos para mim, um novo vigor a toda esta estorinha.
Além do cenário urbano tínhamos a presença ilustríssima da Kate Beckinsale. Já no segundo filme a coisa desandou um pouco, era uma correria frenética e meio absurda, perderam mesmo a mão. Quando soube do terceiro filme da franquia “Anjos da Noite: A Rebelião (Underworld 3: Rise of Lycans)” desanimei assim que li sinopse e vi imagens e trailers. Porra, man! Vampiros x Lobisomens no passado? Cavalinhos, floresta. Eu particulamente já estou farto desta ambientação.

A trama aqui mostra uma história que foi apresentada rapidamente em um flahsback do primeiro filme. Voltamos mil anos atrás e somos apresentados ao romance entre Sonja (Rhona Mitra), filha do ‘vampirão-mor’ Viktor (Bill Nighy), e Lucian (Michael Sheen – estará em Lua Nova, continuação de Crepúsculo). Qualquer semelhança com Romeu e Julieta é mera coincidência?
Não é de todo ruim, tem umas ‘revelações’ sobre como se iniciou esse embate épico entre as duas raças, temos boas cenas de ação também. No elenco o grande destaque fica mesmo para a atuação empolgante e muito bem trabalhada do Michael Sheen. Pena que seu par interpretado pela Rhona Mitra tenha tido uma presença tão apagada. Seria até uma afronta compará-la com Kate Beckinsale, em qualquer aspecto ou atributo.

Para mim um filme fraco, com roteiro e trama sem novidades ou maiores surpresas. Consegue apenas ser melhor do que o segundo filme desta trilogia, o que é quase nada convenhamos. Definitivamente não se trata de um filme intragável, dá sim para assistí-lo sem maiores problemas, só que eu não recomendo, a não ser que você seja um fã incasável do gênero.
TOP 10: Melhores Programas de Humor da Tv Aberta
May 26th
Porra, man!, repensando na proposta inicial deste blog que é falar de Cinema, Seriados e TV, percebi que há muito não publico um post sobre a TV nossa de cada dia.
Mas, falar sobre o que da TV aberta? Ou melhor, falar mal de que? É, porque falar sobre a programação da TV aberta é necessariamente imprescindível falar mal dela. Pelo menos se desejamos comentários eloqüentes de leitores/telespectadores revoltados com a má qualidade da programação oferecida no país, que justifica o seu subdesenvolvimento intelectual, sua dependência dos países ricos e blá, blá, blá.
Estava diante do meu mais difícil post. Porém, contrariando a todos discípulos de Marcelo Janot e fazendo valer o slogan deste blog, que não é cult, que propõe falar dos referidos temas de uma maneira simples, leve, “do jeito que você entende” não falarei mal dos programas da TV Aberta.
Por isto, eis aqui um post sobre os 10 Melhores Programas de Humor da Tv Aberta. (Espero que “entendam” a proposta, aqui vale a máxima: rir para não chorar!)
Depois de uma árdua seleção, a lista ficou assim:
10. SUPER POP (REDE TV)

A discussão, encabeçada pela sabedoria de Luciana Gimenez, sobre temas como homossexualidade, prostituição, cirurgia plástica, religião… é pra morrer de rir!
9. SUPER NANNY (SBT)

Uma argentina tentando domar pequenos “demos” por meio de uma psicopedagogia de auto-ajuda, poucas coisas no mundo são mais engraçadas que as cenas proporcionadas por essa pérola de programa.
8. TV FAMA (REDE TV)

Aonde mais seria possível assistir a um ex-jornalista, uma ex-atriz e uma ex-Big Brother? TV FAMA!
7. BOM DIA & CIA (SBT)

Seguindo a nova proposta do SBT (de expor crianças ao ridículo), o programa é apresentado pelas “crionças” Yudi Tamashiro e Priscila Alcântara que, durante os emocionantes games que presenteiam “PreyStations”, demonstram suas verdadeiras habilidades artísticas, office-boy paulistano e patricinha, respectivamente. Genial!
6. MÁRCIA (BAND)

“Moro em Bambuluá tenho uma neta de 5 anos, desde pequena todos da familia suspeitamos que ela não seja minha neta. Pois, meu filho é negro e minha neta é loira dos olhos verdes. Gostaria que você pudesse me ajudar pois não tenho condições de fazer um teste de DNA e meu filho se encontra preso há 8 anos.” O desfecho que só Márcia sabe sugerir para essas e outras histórias não tem preço.
5. PROMESSAS DE AMOR (RECORD)

“Caminhos do Coração” gerou uma continuação, “Os Mutantes – Caminhos do Coração”, que gerou “Promessas de Amor”. Ou seja, a Record sempre gerando programas humorísticos, digo, novelas num mundo de seres cheios de poderes e com (de)efeitos especiais que garantem o humor da trama.
4. BIG BROTHER BRASIL (GLOBO)

Assistir àquele que já foi correspondente internacional da Globo e cobriu eventos importantes como a Guerra do Golfo, o Colapso da União Soviética e a queda do Muro de Berlim fazendo crônicas sobre o cotidiano da Miss Itajuí com o produtor de eventos e dançarino é mais engraçado que qualquer sitcom de sucesso.
3. O APRENDIZ (RECORD)

Por sua inteligente contextualização à realidade brasileira: Roberto Justus (devidamente contextualizado como Donald Trump) oferecendo salário de R$ 10.000 a estudantes universitários brasileiros. Simplesmente hilário!
2. CAMINHO DAS ÍNDIAS (GLOBO)

A insuperável atuação de Márcio Garcia, a legítima indiana Cleo Pires, a cura com água fétida do Ganges, a prosódia das gírias e principalmente as realistas e animadas comemorações com dancinhas indianas concedem a Caminho das Índias esta posição de destaque.
1. VÍDEO SHOW (GLOBO)

O novo formato ao vivo e com trezentos e quarenta e dois apresentadores só veio proporcionar aos telespectadores novos motivos para rir do programa cujo carro-chefe é a exibição de reprises de cenas da novela das seis, das sete, das oito e dos outros novecentos e cinquenta programas da mesma rede. E por trazer logo em seguida o excelente “Vídeo Game” – programa com provas e perguntas sobre todas estas idiotices citadas, o qual você só precisa ganhar o último dia pois geralmente vale 12 mil pontos – é o grande campeão deste TOP 10. Sem dúvida o melhor programa de humor para todos que infelizmente não podem assinar canais fechados!
Prison Break: Final da Série! (ou não?)
May 24th
Foram ao todo, até aqui, 81 episódios de uma série que vai deixar saudades. Prison Break chegou ao fim nesta 4º temporada (como já havia anunciado antes) no 22º Episódio “Killing Your Number”. Se você ainda não viu não perca tempo e baixe os episódios no link abaixo:
Prison Break Download – Todas as Temporadas, Todos os Episódios!
*Fox (http://www.fox.com/prisonbreak/)
Resumo das 4 Temporadas – História e comentários:
Em 2005 o piloto foi ao ar, na época a Fox lançou a série meio que como um tapa-buracos de 24 Horas. Só que com um ótimo roteiro, tramas inteligentes e personagens incríveis Prison Break tornou-se um sucesso imediato. A trama, se formos resumir, é bastante simples: uma fuga da prisão. Só que os produtores e roteiristas sempre conseguiam ótimos ganchos e boas sacadas. Virei fã rapidamente.
Se alguém nunca ouviu falar o seriado traz a história de 2 irmãos, Michael Scofield – suspira mulherada – (Wentworth Miller) e Linc Burrows (Dominic Purcell). Linc é preso num crime armado e Michael resolve então tirá-lo da prisão. O plano seguido por ele foi tatuar todo o mapa da prisão (que ele mesmo tinha projetado) no corpo de um modo disfarçado e cheio de códigos, ser preso e parar na mesma Fox River, a cadeia de segurança máxima.
A mistura de suspense, ação, momentos McGyver pelo gênio Scofield e vilões ‘divertidos’ foi o que fez a primeira temporada ter sido sem dúvidas a melhor das 4. Na segunda temporada eu pensei: “Vão mais para onde?“. Quem achou que os problemas tinham terminado foram agradavelmente surpreendidos por mais uma boa temporada. É incrível que somente o episódio final dela tenha sido horroroso.
Chegamos a um terceira temporada onde achei que tinham acabado com a criativade, afinal foi nada menos que um reboot da primeira. Aceitei ser enganado descaradamente e ainda sim vi alguns (poucos) bons episódios. A quarta e última temporada até a parada para respirar no 16º episódio caminhava bem. A partir do retorno para os últimos a coisa desandou um pouco. Surgiram personagens lamentáveis, cenas incrivelmente tristes, mas era aquela coisa: “Estamos chegando no fim, vamos lá turminha“.

[Spoilers]
Se não viu ou não quer saber dos acontecimentos finais de Prison Break pule esta zona de Spoilers e vá para o fim do post…
O Episódio Final – Resumo e Comentários.
Já li em diversos sites e blogs que muita gente chorou com o final. Eu particulamente achei um final bastante digno e muito corajoso dos produtores. Eu falo do final mesmo, os últimos minutos deste episódio, pois tudo que veio antes foi uma salada um pouco indigesta.
Vários fantasmas e zumbis que achei que já tinham sumido voltam do além. Me expliquem o retorno de Kellerman, como salvador da pátria? C-Note e o inútil do Sucre resolvem todo o problema que Scofield e sua turminha estavam penando para resolver a séculos em 5 minutos. Só faltou mesmo o pai de Scofield levantar de baixo da terra: “Braaaainnns“!
Aquela sacada de Mahone e Scofield foi legal, mas quem acompanha a série não deve ter sido surpreendido e assim como eu ter notado logo que tudo era uma jogada dos dois, falo isso sem demagogia nenhuma: eu já sabia, dessa vez não me enganaram!
Burrows e a gatinha panamenha com sua loja de surf, mergulho. Mahone lutou tanto para salvar sua Pam e terminou com aquele pokemon, será que é final feliz hehehe? C-Note, Sucre com suas famílias. O General na cadeira elétrica, T-Bag voltando a ter sua vida de ‘mestre’ na prisão: “Pega no meu Bolso moleque“! Sarah e Michael caminhando na praia fazendo planos, opa, o nariz dele sangrou!
Quando tudo vai convergindo para um final feliz, estilo novela da globo, mocinhos em casa, livres e vilões mortos ou se dando muito mal é que vem um salto de 4 anos no futuro. Scofield está morto, todos estavam caminhando para seu túmulo. Peguem o lenço pessoal.
[Fim Spoilers]

É mesmo o Fim? Vejam bem…
A história chegou sim ao seu fim, entretanto, não foi tecnicamente o último episódio. No dia 27 de maio sairá um “telefilme” – intitulado “Final Break” – com duas horas de duração para explicar o que aconteceu no período de tempo compreendido entre os momentos finais do episódio 22 e o salto no futuro.
Não sei se pela revolta dos fãs, ou sei lá o porquê (este tem acento aprendi com minha professora de Letras
) resolveram fazer isso. Sinceramente eu já me dei por satisfeito, Prison Break já guardou seu lugar na história. Para que explicar mais coisas? Eu fico até com medo deles ressusitarem mais gente, sei lá.
Considerações Finais
Valeu a pena sim, entre tantos altos e baixos no geral foi uma das melhores séries que já assisti. Prison Break vai deixar mais pessoas saudosas do que revoltadas com o final que não seguiu totalmente os padrões globais de novela. Para mim o que vai ficar é um saldo positivo. Para quem não aceita o final ainda tem o tal do “Final Break” para você se martirizar ou curtir mais uns minutos com esses inesquecíveis personagens.
Anjos e Demônios (Angels & Demons)
May 22nd


Anjos e Demônios (Angels & Demons, 2009 – 138 min)
Direção: Ron Howard.
Roteiro: David Koepp, Akiva Goldsman, Dan Brown (livro).
Elenco: Tom Hanks, Ewan McGregor, Ayelet Zurer, Stellan Skarsgård, Nikolaj Lie Kaas, Pierfrancesco Favino.
Gênero: Suspense, Ação.
Sinopse: Basedo no best-seller do escritor Dan Brown, Tom Hanks reprisa seu papel como o especialista em religião da Universidade de Harvard Robert Langdon, que, mais uma vez, descobre que forças com raízes milenares estão dispostas, a qualquer preço, até mesmo por meio de assassinato, a levar adiante os seus planos.
Depois de ouvir diversas críticas na adaptação do sucesso literário “O Código Da Vinci” de Dan Brawn, Ron Howard conseguiu ser mais feliz em “Anjos e Demônios (Angels & Demons)” fazendo um bom filme. Novamente a ‘fonte’ é outro best-seller do mesmo autor, que na verdade se passa antes do primeiro lançado por Howard. Eu tinha lido “O Código Da Vinci” antes de vê-lo nos cinemas, já com esta obra não li o livro, e provavelmente não irei.
A fórmula do filme é basicamente a mesma, mistura de elementos histórios (fatos, mitos) e ‘teorias da conspiração’ com cenas de ação e suspense. O filme na maior parte do tempo dosa bem a mistura, salvo alguns pequenos deslizes. De quebra você ainda ganha um belo tour pela cidade do Vaticano, conhece um pouco da história local e ainda se diverte com isso.

Na trama Tom Hanks retorna mais uma vez como o professor e simbologista da Universidade de Havard Robert Langdon tentando desvendar novos segredos. Desta vez ele precisa descobrir os mistérios seculares de uma organização conhecida como os “Iluminatti“. Robert precisa correr contra o tempo, para que uma bomba de antimatéria não exploda e leve todo o Vaticano pelos ares, e ainda tentar salvar quatro cardeais sequestrados às vésperas da eleição do novo Papa.
O trabalho do elenco não é lá muito inspirado. Hanks continua na mesma ‘malemolência’ e ganhou uma companheira que nem consegue arrancar suspiros, a atriz Ayelet Zurer que interpreta a cientista Vittoria Vetra. Nem mesmo Ewan McGregor consegue fazer um papel de destaque. Inclusive é do próprio McGregor uma das cenas mais lamentáveis desta ‘película’.

Mesmo com erros pequenos e diria até irrelevantes, se formos levar em consideração os reais objetivos e público de “Anjos e Demônios”, é definitivamente um filme divertido. É sim uma boa pedida para você assistir sem se preocupar muito com inovações ou momentos inesquecíveis. E antes que alguém reclame que o livro é melhor, que tiraram partes e encurtaram outras, vamos lembrar que é uma adaptação da obra. Vale sim seu ingresso.
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