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Evocando Espíritos (The Haunting in Connecticut, 2009)

Direção: Peter Cornwell (II)
Roteiro: Tim Metcalfe,Adam Simon
Elenco: Virginia Madsen, Martin Donovan, Kyle Gallner, Elias Koteas
Gênero: Suspense, Terror.

Sinopse: Uma família é forçada a se mudar para perto de uma clínica onde o filho adolescente recebe tratamento contra o câncer. Porém, eventos sobrenaturais e violentos começam a importuná-los na nova casa.

Seria uma tarefa imensa enumerar todos os clichês encontrados em “Evocando Espíritos (The Haunting in Connecticut)” – que traduzindo deveria se chamar “A Assombração em Connecticut”, só que reclamar do título nacional já virou clichê de minha parte. O grande Ramonaldo me convidou para uma pré-estréia ‘free’ e fui conferir sem nem ter ouvido falar do que se tratava.

Supostamente baseado em fatos reais (teve até um documentário na Discovery Channel em 2002) o que se percebe vendo esta obra é que estória para contar eles tinham, e dava sim pra explorar várias coisas, sair do óbvio e fazer um belo filme. Preferiram ir para o lado mais ‘prático’ recheando de sustos fáceis e situações saturadíssimas em filmes do gênero. Tem quem goste, fazer o quê?

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Tudo começa quando uma família se muda para uma casa mais próxima da clínica em que seu filho adolescente Matt (Kyle Gallner) está recebendo tratamento contra o câncer. Aos poucos Matt começa a ver coisas e ter um comportamento nada normal, nesse mesmo tempo é descoberto que no passado esta casa era abrigo de experiências com mortos, espíritos e mediunidades. Eventos sobrenaturais e violentos começam a importunar a família.

Casa velha com portas e móveis rangendo, susurros, aparições misteriosas, quartos escuros, pessoas andando sozinhas em sótãos, porões totalmente escuros, quartos assustadores, elavador macabro que se fecha sozinho, fotos em preto e branco de gente morta, você já viu isso em algum filme de terror? Porra, man! Tem de tudo até as famosas cenas no chuveiro, portas se batendo e luzes que apagam e acendem sozinhas.

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Claro que se você já é “macaco-velho” basta acompanhar o tom da música, que começa lenta e é sempre a mesma, depois tem um grande “TCHAM!”, daí aparece um espírito, um morto ou algo do tipo. Sem contar que ainda no meio do filme tentam colocar uma dose dramática com a história dos altos custos do tratamento do filho, dificuldades da mãe em lidar com o problema e o pai alcoólatra – aliás a melhor cena do filme é o pai chegando bêbado na casa e apagando todas as luzes, lembrei do meu.

Tinham um bom motivo e até história para contar e explorar melhor, mas preferiram fazer um filme altamente batido e com sustos fáceis. Para mim um filme fraco, ainda sim sei que tem público que não se importa em assistir sempre as mesmas coisas já vistas em outros lançamentos do gênero.

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