Archive for March, 2009
Um Louco Apaixonado (How to Lose Friends and Alienate People)
Mar 30th


Um Louco Apaixonado
(How to Lose Friends and Alienate People – EUA/Reino Unido, 2008 / Brasil 2009 – 110 min)
Direção: Robert Weide.
Roteiro: Peter Straughan, Toby Young.
Elenco: Simon Pegg, Kirsten Dunst, Megan Fox, Gillian Anderson, Jeff Bridges, Danny Huston.
Gênero: Comédia.
Sinopse: Um homem contrário ao mundo das celebridades passa a trabalhar em uma revista de sucesso, que faz com que ele próprio se torne famoso.


Sim Senhor (Yes Man)
Mar 28th


Sim Senhor (Yes Man, 2009 – 104 min)
Direção: Peyton Reed
Roteiro: Nicholas Stoller , Jarrad Paul, Andrew Mogel
Elenco: Jim Carrey, Zooey Deschanel, Molly Sims, Terrence Stamp, Rhys Darby.
Gênero: Comédia
Sinopse: Carl trabalha em um banco e sua vida é frustrante: divorciado, solitário e contrário a qualquer evento social. Ele vai a uma palestra de auto-ajuda e começa a dizer sim para tudo.
Tirando alguns raros trabalhos dramáticos que faz com maestria, Jim Carrey teve sua carreira no cinema basicamente marcada por suas caretas e trejeitos elásticos em suas representações. Aparentemente mais maduro (não só pelas primeiras rugas aparentes), em “Sim Senhor (Yes Man)”, apesar de não fugir de suas caretas parece estar um pouco mais contido. Mesmo sendo um filme com história previsível e lição de vida como pano de fundo, temos aqui uma obra acima da média das demais do mesmo gênero.

Na trama somos apresentados a Carl (Jim Carrey), um sujeito negativista, solitário e com uma vida bastante chata e sem contatos sociais. Depois de ir a uma palestra de auto-ajuda ele faz um pacto de dizer sim a tudo e a todas oportunidades que lhe aparecer. A partir daí sua vida começa a sofrer transformações.
O elenco está simplesmente sensacional no filme e ajuda a render boas piadas e situações hilárias. Temos o par romântico de Carrey a fofíssima Zooey Deschanel que é cantora e atriz e inclusive criou uma banda para o filme a Munchausen by Proxy. O ‘guru’ do grupo de auto-ajuda do “Sim” interpretado por Terrence Stamp também está impagável. Só que o melhor sem dúvidas é o ator Rhys Darby, que interpreta o chefe de Carrey. Pense num idiota completo! Sem contar suas festinhas particulares que são incrivelmente cômicas.

O bom trabalho do elenco e da direção do filme em conjunto com as engraçadas piadas no tempo certo, superam a história batida com liçãozinha de moral e superação de vida e fazem deste filme uma bela e divertida comédia. Sem dúvidas acima da média e talvez merecesse até uma classificação um pouco melhor. Agrada tanto os fãs de Carrey e suas caretas como também àqueles que tem uma certa aversão por esse seu tipo de interpretação. É um bom filme Sim Senhor!
The Spirit – O Filme
Mar 25th


The Spirit – O Filme (The Spirit EUA, 2008 / Brasil 2009 – 103 min)
Direção: Frank Miller.
Roteiro: Frank Miller adaptando HQ de Will Eisner.
Elenco: Gabriel Macht, Eva Mendes, Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson, Jaime King, Paz Vega, Dan Lauria.
Gênero: Ação.
Sinopse: Ex-investigador novato da polícia retorna misteriosamente do mundo dos mortos como Spirit para combater o crime nas sombras de Central City. Seu arquiinimigo, o Octopus tem uma missão diferente: aniquilar a amada cidade do Spirit enquanto busca a sua visão pessoal da imortalidade. Baseado na série de quadrinhos de Will Eisner.
Se eu tivesse que escrever aqui toda a trama de “The Spirit” acredito que não precisaria nem de 2 ou 3 linhas para resumi-la. Nem mesmo as belíssimas atrizes escaladas para o elenco e toda a tecnologia atual, que dá a possíbilidade dos cineastas criarem visuais diferente e ‘inovadores’, salva esta obra do fracasso que está sendo apresentado nas críticas e bilheterias. Frank Miller que teve total liberdade para fazer este filme acabou não a usando bem.

Com um visual meio cartunesco meio noir, o que eu posso dizer é que assisti-lo é um experiência diferente. A história fraquíssima e as atuações bem abaixo do esperado contribuem para o resultado final, um filme bastante fraco e estranho. Samuel L. Jackson vivendo Dr. Ocotopus, o arquinimigo de Spirit (Gabriel Matcht) , beira o ridículo. As cenas que envolvem os dois são muito feias, mas parecendo comédia pastelão. Sem contar ainda que Scarlett Johansson também não está nada bem aqui.
A história gira em torno de um policial que misteriosamente retorna do mundo dos mortos como Spirit. Na perigosa cidade de Central City ele combate o crime e também o grande vilão Dr. Ocotopus. Nos intervalos ele aproveita para jogar seu charme e destruir o coração de todas as mulheres da cidade. Eu só não vou estender e dizer em que o filme gira em torno se não é capaz de vocês nem acreditarem.

Depois de ter visto os trailers eu realmente não esperava muita coisa de The Spirit. O filme tenta ser meio poético e inovador, é recheado com diversas ‘femme fatale‘, mas o resultado não consegue chegar próximo de ser um bom filme. Na verdade nem muito ruim ele consegue ser, é basicamente um nada a ser esquecido e empilhado junto com outras adaptações pífias de obras dos quadrinhos. Excessivamente artificial e sem graça, definitivamente não o recomendo.
Milk – A Voz da Igualdade
Mar 17th

Milk – A Voz da Igualdade (Milk EUA, 2008 / Brasil 2009 – 128 min)
Direção: Gus Van Sant.
Roteiro: Dustin Lance Black.
Elenco: Sean Penn, James Franco, Josh Brolin, Emile Hirsch, Diego Luna, Alison Pill, Victor Garber, Denis O’Hare, Lucas Graabel.
Gênero: Drama, Biografia.
Sinopse: Cinebiografia de Harvey Milk (1930-1978), político norte-americano que assumiu sua homossexualidade publicamente nos anos 70, interpretado por Sean Penn, sendo o primeiro homossexual assumido a ser eleito a um cargo público nos Estados Unidos.
Para quem nunca ouviu falar Harvey Milk foi o primeiro Gay assumido a ser eleito a um cargo público nos Estados Unidos, sendo portanto uma figura de destaque na história americana. Depois do Oscar de melhor ator para Sean Penn por sua interpretação como ator principal foi que finalmente me interessei em conferí-lo.
Após ter visto a atuação espetacular de Mikey Rourke em “O Lutador (The Wrestler)” eu particulamente achava bastante complicado e pouco provável alguém superá-lo, entretanto, tinha mencionado que nunca duvidaria da capacidade de Sean Penn. A resposta veio somente depois de vê-lo literalmente ‘encarnado’ como Harvey Milk. Não diria que deu um ‘banho’ em Mikey Rourke, mas sem dúvidas no mínimo fez um trabalho tão digno quanto, e o Oscar neste quesito acabou não sendo injusto – como também não teria sido caso Rourke o levasse.

O filme na verdade é uma mescla de drama com biografia, é quase um documentário. A história retrata os últimos 8 anos da vida de Milk, antes dele ter sido tragicamente assassinado. A história apresentada nos mostra as suas realizações pela luta dos direitos iguais aos homossexuais e também das demais minorias que sempre sofreram preconceitos. Milk tinha um carisma incrível e conseguia se expressar de forma que os héteros não se sentissem “ofendidos” e apoiassem sua causa.
O diretor Gus Van Sant é homossexual assumido e o filme não retrata apenas a luta de Milk, ele retrata também sua vida íntima. Ainda que não seja nada forçado ou ‘chocante’, se você for muito homofóbico pode acabar se incomodando um pouco. O elenco trabalha muito bem no filme, temos participações importantes e muito bem feitas como a dos atores James Franco (Homem-Aranha), Josh Brolin (Onde os Fracos Não Tem Vez) e Emile Hirsch (Na Natureza Selvagem).

Sem criar muitas expectativas e tendo indo ver apenas como um “tira-teima” do Oscar de melhor ator, posso dizer que “Milk – A Voz da Igualdade” é coeso, sincero e bem produzido. A atuação de Sean Penn é realmente fantástica, o restante do elenco trabalha direitinho e o resultado disso tudo é um filme muito bom.
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