rede-de-mentiras-posterRede de Mentiras (Body of Lies 2008 – 128 min)

Direção: Ridley Scott.
Roteiro: William Monahan.
Elenco: Leonardo DiCaprio, Russell Crowe, Mark Strong, Golshifteh Farahani.
Gênero: Ação, Suspense.

Sinopse: Um ex-jornalista se torna agente da CIA e é enviado ao Oriente Médio para investigar um perigoso líder da Al-Qaeda. Para capturá-lo ele conta com a ajuda de seu manipulador chefe na missão de espalhar um falso boato de que o terrorista está recebendo ajuda dos americanos.

Sem fugir muito do “básico” em um filme de ação e espionagem e com ótimas atuações dos protagonistas Leonardo DiCaprio e Russel Crowe e do coadjuvante Mark Strong, “Rede de Mentiras (Body of Lies)” consegue cumprir seu papel e é um bom filme. O vi ainda no ano passado e quase que passa desapercebido e esqueço de comentar aqui no blog.

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Com muita ação e um ritmo acelerado o filme nos inicia apresentando Roger Ferris (Leonardo Di Caprio) como agente de campo do CIA, trabalhando diretamente na luta e caçada a terroristas no Oriente Médio (Iraque, Jordânia). Enquanto isso, bem longe da ‘ação’ e do perigo está Ed Hoffman (Russel Crowe) controlando e coordenando tudo tudo através de seu celular. Mas a frente ainda somos apresentados a Hami (Mark Strong), chefe da inteligência da Jordânia e que terá o destino e metas cruzadas diretamente com Ferris e Ed. E é esta trama bem amarrada e sem muitas dificuldades de entendimento que dá o ‘tempero’;

O filme na verdade é baseado num romance de mesmo nome de David Ignatus, um jornalista que cobriu a CIA e algumas ações no Oriente Médio durante dez anos. Foi deste livro, que chegou nas mãos dos cineastas antes das prateleiras ( o que já está se tornando comum), que se conseguiu extrair uma boa trama de dois homens lutando contra o mesmo inimigo, mas suas visões diferentes acabam os deixando em conflito.

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Para quem gosta de thrillers de ação e espionagem o filme cumpre seu papel direitinho e é um bom entretenimento. As atuações dos protagonistas são boas e temos um belo destaque para o coadjuvante Mark Strong, que nos traz um personagem que consegue surpreender durante o filme, fugindo um pouco da previsibilidade dos atos dos dois protagonistas principais. Com um tema tão vasto e podendo tocar exatamente na maior das feridas dos EUA que é o conflito no Oriente Médio, eu particulamente esperava um pouco mais do filme.

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