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O Escafandro e a Borboleta
(Le Escaphandre et le Papillon França / EUA, 2007 / Brasil 2008 – 112 min)

Direção: Julian Schnabel.
Roteiro: Ronald Harwood adaptando livro de Jean-Dominique Bauby.
Elenco: Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, Marie-Josée Croze, Anne Consigny, Max von Sydow, Marina Hands, Isaach De Bankolé.
Gênero: Drama, Biografia.

Sinopse: O editor da revista Elle tem um derrame cerebral, que faz com que o único movimento que tenha em seu corpo seja o do olho esquerdo. Dirigido por Julian Schnabel (Antes do Anoitecer) e com Max von Sydow no elenco. Recebeu 4 indicações ao Oscar.

O Escafandro e a Borboleta (Le Escaphandre et le Papillon) é baseado em uma incrível história real de um editor da revista Elle da França, Jean-Dominic Bauby. Ele sofreu um derrame cerebral e ficou quase que completamente paralisado, o que o deixou somente com o movimento do olho esquerdo. Sua mente estava raciocinando normalmente apesar do estado do seu corpo. Numa história de superação sensacional ele ainda conseguiu escrever um livro.

Imaginar uma adaptação dessas para o cinema de cara deixaria qualquer um com um pé atrás. Como transpor o espectador para a posição do protagonista, e principalmente, como contar uma história dessas sem soar melodramática, banal e piegas? O trabalho do diretor Julian Schnabel (Antes do Anoitecer) foi primoroso e o filme surpreende em todos os detalhes, até nos mais minuciosos como o trabalho da câmera no início do filme mostrando a visão de Bauby.

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De início parece que vai ser impossível você se acostumar com a idéia de ver o filme daquele jeito, naquela lente ‘embaçada’ e com um campo de visão reduzido. Aos poucos vamos descobrindo um pouco mais sobre a vida de Bauby e suas motivações e como ele conseguia se comunicar.

O processo consistia em uma pessoa ditar as letras, numa planilha com uma sequência começando pelas letras mais usadas, e quando era a que queria ele piscava o olhos. Pronto, agora você pode se sentir mal por reclamar de sua vida. Imagine alguém se comunicando apenas com piscadas de olho, uma para sim e duas para não, e ainda sair ditando um livro com este método de escolha de letras?

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Sem dúvidas um filme muito bom e que surpreende facilmente quem o assiste. Misturando os acontecimentos reais com fantasias e pensamentos “O Escafandro e a Borboleta” pode até parecer um pouco parado e ‘diferente’ para alguns. Teria como ser de outra forma? Para quem gosta de belos dramas que não buscam a emoção barata, este filme é uma ótima dica. Esteve em minha lista de filmes desde suas 4 indicações ao Oscar no ano passado.

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