Romance (Brasil 2008) – 105 min.

Direção: Guel Arraes.
Roteiro: Guel Arraes, Jorge Furtado.
Elenco: Wagner Moura, Letícia Sabatella, Andréa Beltrão, Marco Nanini, José Wilker, Vladimir Brichta, Edmilson Barros, Tonico Pereira, Bruno Garcia.
Gênero: Romance.

Sinopse: Ana (Letícia Sabatella) e Pedro (Wagner Moura) são dois jovens atores que se apaixonam durante a montagem teatral de Tristão e Isolda. Ao mesmo tempo que recriam a história deste casal mítico que está na origem de todos os casais românticos, eles tentam descobrir para si próprios uma nova forma de se relacionar.

Num ano em que dei bastante oportunidade para o cinema nacional e me decepcionei na maioria das vezes, ter assistido Romance foi realmente uma experiência recompensadora. Dá gosto de ver filmes bem escritos, dirigidos, com belas atuações, doses certeiras de humor e com um roteiro sensacional. Sendo o filme nacional, para mim, é melhor ainda. O mais incrível de tudo é que “Romance” é mesmo um filme de romance, e que tinha tudo para cair nos milhares de clichês das produções deste gênero.

Guel Arraes que tem em sua bagagem excelentes filmes como “O Auto da Compadecida” e “Lisbela e o Prisioneiro” dirigiu e fez o roteiro juntamente com Jorge Furtado, dos também muito legais “O Homem que Copiava” e “Saneamento Básico – O Filme“. Contando ainda com ótimos atores no elenco onde temos Wagner Moura como protagonista, e talvez princial chamariz, o resultado é realmente um ótimo filme.

Na trama Ana (Letícia Sabatella) e Pedro (Wagner Moura) são dois atores que se apaixonam durante a montagem de uma peça teatral sobre Tristão e Isolda. Enquanto recriam a tão famosa e aclamada história que é o berço de todas as outras histórias românticas, o romance dela serve como pano de fundo para a paixão dos dois. Os problemas se iniciam quando Ana recebe uma proposta de uma grande emissora sediada no Rio de Janeiro para participar de uma novela na Tv.

Tentando conciliar a vida na ponte área entre o Rio e São Paulo e também entre Teatro e Televisão, Ana acaba gerando ciúmes em Pedro, tanto por parte do diretor da emissora (José Wilker) quanto por estar ‘trocando‘ a verdadeira arte do teatro pela Tv e índices de audiência. É aí que o filme além das cenas de romance consegue dar suas ‘cutucadas‘ na relação da ‘pura arte‘ e liberdades criativas, que segundo Pedro só o teatro pode proporcionar, com a televisão, que ‘só busca índices de audiência’.

Com boas doses de humor, onde temos uma participação sensacional de Marcos Nanini como um ator cheio de ‘frescuragens‘ e também com algumas passagens divertidas de José Wilker, Romance é um ótimo entretenimento e um belo filme de amor, paixão e relacionamento. As atuações do elenco no geral são muito boas e tudo funciona direitinho, o resultado não poderia ser outro se não um ótimo filme. Ele consegue ser ao mesmo tempo Inteligente, diferente, divertido e romântico, sem ser piegas ou cair na banalidade e clichês de filmes do gênero.

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